Presidente de siderúrgica sul-coreana é interrogado no "Choi Soon-sil Gate"

Seul, 12 nov (EFE).- O presidente da Posco, maior siderúrgica da Coreia do Sul, foi interrogado durante toda a noite de sexta-feira pela Promotoria sobre o possível vínculo entre a venda de uma filial e o escândalo de suposta corrupção e tráfico de influência conhecido como "Choi Soon-sil Gate".

Kwon Oh-joon, de 66 anos, voltou neste sábado para sua casa após ser interrogado por cerca de 12 horas pelos promotores do Ministério Público de Seul, segundo a agência de notícias sul-coreana "Yonhap".

Este foi o primeiro interrogatório do dono de uma das principais companhias sul-coreanas em relação ao escândalo político que envolve a Choi Soon-sil, uma amiga próxima da presidente do país, Park Geun-hye.

Este assunto levou representantes do Ministério Público a fazer uma operação de busca e apreensão, na última terça-feira, nos escritórios da Samsung, em Seul, diante da suspeita de seu envolvimento no escândalo.

O presidente de Posco foi questionado sobre as acusações que apontam que um sócio de Choi tentou assumir a força participações da Poreka, antiga filial de publicidade da Posco.

O colaborador de Choi, Cha Eun-taek, está preso acusado de desvio de verbas e pelas suspeitas de que pode ter usado seus laços com Choi e altos cargos no governo para pressionar a agência de publicidade que adquiriu Poreka que lhe entregasse 80% das ações, algo que foi negado pela companhia.

Os promotores estão tentando descobrir se a decisão do presidente da Posco de colocar à venda a subsidiária esteve motivada para favorecer economicamente Cha Eun-taek desde o início.

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