Protesto contra Donald Trump em Portland termina com um ferido

Washington, 12 nov (EFE).- Um homem ficou ferido depois de ser atingido por um tiro durante a madrugada deste sábado em um protesto em Portland (Oregon), onde centenas de pessoas saíram às ruas para mostrar rejeição à escolha de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Em comunicado, o Departamento de Polícia de Portland informou que a vítima, que não foi identifica, ficou ferida na ponte Morrison da cidade de Portland por volta das 00h45 local (05h45, em Brasília) enquanto os manifestantes interroperam o tráfego para continuar com a manifestação.

Um homem que passava com seu veículo pela ponte enfrentou os manifestantes, sacou uma arma, disparou em múltiplas ocasiões e alcançou uma vítima, que ficou levemente ferida e foi levada a um hospital próximo, detalhou a polícia local.

O agressor, descrito como um adulto jovem de raça negra, fugiu e a polícia segue a busca por ele.

O fato ocorreu após fortes protestos em Portland nos quais a polícia usou gás lacrimogêneo para responder aos "projéteis" que os manifestantes lançaram em várias ocasiões contra os uniformizados, afirmou o Departamento de Polícia em sua conta da rede social Twitter.

Os manifestantes em Portland interromperam o tráfego e grafitaram algumas paredes, segundo as autoridades locais.

Nas grandes cidades dos Estados Unidos continuaram ontem à noite as manifestações do movimento "Not my president" (Não é meu presidente), um lema que nasceu como hashtag no Twitter quando foi revelado o surpreendente resultado eleitoral na madrugada da quarta-feira.

Grande parte das manifestações ocorreram em fortificações democratas nos quais a candidata presidencial desse partido, Hillary Clinton, ganhou de Trump com amplas margens.

O grito de "Não é meu presidente" foi ouvido em 20 cidades, como Los Angeles (Califórnia), Chicago (Illinois) e Nova York, onde centenas de pessoas se concentraram na sexta-feira em "um comício do amor" no Washington Square Park, um parque do sul de Manhattan.

Para hoje o movimento "Não é meu presidente" convocou mais protestos em Las Vegas (Nevada), Los Angeles e Chicago.

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