Candidato independente vence eleições presidenciais da Bulgária

(Atualiza com mais informações).

Sofia, 13 nov (EFE).- O candidato independente Rumen Radev, um ex-general que aparenta nutrir simpatias pelo atual governo da Rússia, venceu neste domingo as eleições presidenciais da Bulgária com 58% dos votos, segundo informou a imprensa local.

O fracasso de sua rival, a governista Tsetska Tsacheva, que obteve 35% dos votos, abre uma crise no Executivo, já que o primeiro-ministro, Boyko Borisov, prometeu renunciar se sua candidata não vencesse.

Os institutos Gallup International, Alpha Research e Market Links divulgaram números muito semelhantes com base em pesquisas de boca de urna divulgadas logo depois do fechamento dos colégios eleitorais.

Embora a apuração só comece agora, a Bulgária não tem dúvidas de que o novo presidente será Radev, um ex-militar sem experiência em política que foi apoiado pela oposição socialista.

"A diferença entre os dois candidatos se situa entre 23% e 24%, o que se traduz em meio milhão de votos a mais para um deles", declarou o analista Parvan Simeonov, da Gallup International, à emissora privada "Nova TV".

Segundo as pesquisas, a participação foi de entre 47% e 48% dos cidadãos com direito a voto, um pouco menos que no primeiro turno realizado no domingo passado.

Naquele dia, Radev venceu outros 21 candidatos com 25,7% dos votos, enquanto Tsacheva garantiu sua passagem para esse segundo turno com 22% dos sufrágios.

O primeiro-ministro Borisov, que pertence ao partido europeísta e conservador GERB, da mesma forma que Tsacheva, tinha alertado que renunciaria junto com o Executivo se as urnas não dessem a vitória a sua candidata, advertência que repetiu hoje após depositar seu voto.

"O GERB não participará de modo algum no poder executivo se perdermos estas eleições. Depende das pessoas se haverá crise política ou não", disse Borisov.

Se o primeiro-ministro cumprir sua promessa, cairá a atual coalizão no poder, cujos integrantes - o GERB, o direitista Bloco Reformista e o nacionalista Frente Patriótica - mantiveram constantes atritos desde que chegaram ao poder no final de 2014.

O passo seguinte seria a convocação de eleições legislativas antecipadas.

Tanto Radev como Tsacheva defendiam os compromissos da Bulgária dentro da Otan e da União Europeia, apesar de o ex-militar ser considerado mais próximo de Moscou e defender a suspensão das sanções impostas contra a Rússia pela UE devido à anexação da Crimeia.

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