Forte terremoto seguido de tsunami deixa pelo menos 2 mortos na Nova Zelândia

Sydney (Austrália), 13 nov (EFE).- O forte terremoto de 7,8 graus de magnitude na escala Richter que atingiu neste domingo a costa leste da Nova Zelândia, seguido de um tsunami, deixou pelo menos dois mortos, segundo informaram as autoridades locais.

Várias áreas no litoral, sobretudo na parte nordeste da Ilha do Sul, tiveram que ser evacuadas devido às ondas que se esperavam, de até cinco metros.

Segundo a imprensa local, foram registrados cortes de eletricidade e os serviços de emergência precisaram resgatar algumas pessoas em helicópteros.

Em um primeiro balanço, o primeiro-ministro neozelandês, John Key, confirmou que pelo menos duas pessoas morreram em consequência do terremoto, embora o número possa aumentar nas próximas horas.

O ministro da Defesa Civil, Gerry Brownlee, afirmou que há um grande número de feridos devido ao terremoto, mas que ainda não se tem detalhes sobre seu número e a gravidade de seu estado.

Brownlee disse ainda que esteve relatando as informações ao primeiro-ministro e que não foi necessário declarar o estado de emergência.

O Ministério da Defesa Civil recomendou aos moradores do litoral leste do país que se desloquem "rumo a zonas elevadas ou o mais possível terra dentro", assim como a subir nos andares superiores dos edifícios ou inclusive nas árvores.

"Escutem o rádio e sigam as instruções dos serviços de emergência", acrescentou a mensagem de alerta.

O tremor de 7,8 graus ocorreu às 23h02 (horário local, 8h02 de Brasília) do domingo e seu hipocentro se localizou a 23 quilômetros de profundidade na Ilha do Sul, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo.

A magnitude e hipocentro do terremoto, que ocorreu 53 quilômetros ao nordeste de Amberley e 93 quilômetros ao norte de Christchurch, foram elevadas após novas avaliações.

Nas horas seguintes foram registradas várias réplicas, algumas superiores a 6 graus de magnitude.

A Nova Zelândia se assenta na falha entre as placas tectônicas do Pacífico e da Oceania e registra cerca de 14.000 terremotos a cada ano, dos quais entre 100 e 150 têm potência suficiente para serem percebidos.

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