UE está "unida" na necessidade de continuar reforçando relação com EUA

Bruxelas, 13 nov (EFE).- A União Europeia mostrou neste domingo "unidade" quanto à necessidade de continuar trabalhando em reforçar sua relação com os Estados Unidos, após a eleição como presidente desse país de Donald Trump, segundo disse a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, após um jantar informal de ministros.

"Posso dizer que há unidade entre os vinte e oito na necessidade, em primeiro lugar, de continuar trabalhando na força das relações transatlânticas", declarou Mogherini à imprensa após o encontro, que precede ao Conselho de Ministros das Relações Exteriores comunitário desta segunda-feira em Bruxelas.

"UE e EUA são parceiros e continuarão sendo parceiros, no que nos concerne a nós, sobre a base de nossos próprios valores, princípios e interesses", disse.

"Compartilhamos ideias, mas todos estamos de acordo no fato de que temos para ver quais serão as políticas da próxima Administração, que ainda devem ser definidas", disse Mogherini.

Ela deixou claro que entre os interesses está o de voltar a trabalhar com os americanos.

Em paralelo a essa postura, a política italiana afirmou que os ministros abordaram também "a necessidade de reforçar a unidade europeia em alguns assuntos essenciais que serão ainda mais cruciais nos próximos meses".

"A necessidade de trabalhar no sistema multilateral. Para nós é extremamente importante trabalhar na implementação do acordo sobre a mudança climática, mas também na não proliferação e na proteção do acordo nuclear iraniano", comentou, dizendo que este responde não só ao interesse europeu, mas a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, "em comércio e em todas as crises que nos rodeiam nas quais trabalhamos muito bem com os EUA ao longo destes últimos oito anos".

A alta representante ressaltou que ficou decidido se envolver com a próxima Administração, inclusive desde as primeiras semanas de transição.

"Obviamente continuaremos trabalhando dia e noite com a atual Administração, mas também preparando o terreno para a mudança em janeiro", disse.

Mogherini acredita visitar "em breve" Washington e também convidar o futuro secretário de Estado "para um de nossos Conselhos de Relações Exteriores".

"Unidade, consenso, sobre a necessidade de desenvolver estas duas vias: investir em uma forte associação EU-EUA, protegê-la e preservá-la, mas também reforçar as políticas e ações europeias de maneira independente.

Mogheirni se referiu também a cooperar em imigração e "compartilhar" essa responsabilidade e, quanto à relação com a Rússia, afirmou que a UE manterá a mesma posição de rejeição à anexação da península ucraniana da Crimeia por Moscou.

Além disso, continuará seu "compromisso seletivo" em assuntos como a luta contra o terrorismo ou a crise líbia.

Todos os Estados-membros estiveram representados, embora dois ministros não pôde comparecer à reunião por problemas de agenda, como é o caso do chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, que recebe na segunda-feira de manhã em Paris o próximo secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou Mogherini.

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