Vários americanos são detidos após protestos contra Trump em diversas cidades

Washington, 13 nov (EFE).- Dezenas de pessoas foram detidas na noite de sábado em várias cidades dos Estados Unidos, como Indianápolis (Indiana) e Portland (Oregon), onde as manifestações contra o triunfo eleitoral de Donald Trump acabaram em violência, vidros quebrados e gás lacrimogêneo.

O grito de "Not my president" (Não é meu presidente) foram ouvidos no sábado pelo quarto dia consecutivo em 30 cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Washington e Los Angeles, onde as manifestações ocorreram de maneira pacífica entre velas, cartazes e canções.

No entanto, já na madrugada de domingo, os protestos se tornaram violentos em Portland, onde os manifestantes voltaram às ruas apesar de as autoridades locais pedirem para que ficassem em casa devido aos distúrbios da noite anterior, quando um homem foi baleado.

Os manifestantes interromperam o trânsito das ruas, lançaram garrafas e quebraram os vidros de alguns comércios, enquanto os uniformizados responderam com gás lacrimogêneo, segundo narrou em sua conta no Twitter a polícia de Portland.

No Twitter, a polícia local indicou que "várias" de pessoas foram detidas e aproveitou para postar a foto de um homem detido, de costas, com as mãos amarradas e que vestia uma fantasia de Pikachu, uma das criaturas mais famosas da franquia Pokémon.

"Um dos trajes mais interessantes vistos em uma pessoa que foi detida nesta noite", destacou a polícia local em seu Twitter.

Outro dos "pontos quentes" do mapa dos distúrbios foi Indianápolis, onde sete pessoas foram detidas e dois policiais ficaram feridos depois que "os manifestantes jogaram pedras", informou em entrevista coletiva o chefe da polícia local, Troy Riggs.

Riggs assegurou que alguns manifestantes "chegaram de fora da cidade" para instigar e que, de fato, várias pessoas proferiram ameaças contra os agentes com cantos como "mata a polícia".

No resto do país, as manifestações se repetiram de maneira pacífica e ocorreram, sobretudo, em fortificações democratas, onde a candidata presidencial, Hillary Clinton, ganhou na terça-feira de Trump com amplas margens.

Enquanto se repetem os protestos, Trump continua mantendo reuniões com estreitos colaboradores na Trump Tower de Manhattan visando a formação do governo que o acompanhará na Casa Branca, onde entrará pela primeira vez como presidente em 20 de janeiro.

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