Combates voltam a Benghazi e deixam 14 mortos e 33 feridos

Trípoli, 14 nov (EFE).- Pelo menos 14 milicianos morreram e outros 33 ficaram gravemente feridos nesta segunda-feira em combates travados na cidade de Benghazi, na Líbia, entre milícias islamitas e forças leais ao parlamento de Tobruk, informaram fontes de segurança.

Segundo seu relato, os confrontos armados explodiram entre essas forças, que cercam a cidade desde maio de 2014, e as milícias Majlis al Shura e Zawra Benghazi, que a defendem.

Os combates se intensificaram depois que caças-bombardeiros das forças fiéis a Tobruk lideradas pelo marechal Khalifa Hafter bombardearam no domingo um edifício civil no bairro de Ganfuda e mataram um homem e feriram cinco integrantes de sua família.

Fontes de segurança afirmaram à Agência Efe que o homem era o líder de uma conhecida família e que tanto suas duas filhas como dois de seus filhos foram resgatados dos escombros com queimaduras e outros ferimentos graves.

De acordo com relatórios de organizações de defesa dos direitos humanos, em Ganfuda - qualificada como a Aleppo da Líbia - vivem cercadas há vários meses cerca de 100 famílias sem luz nem água corrente, quase sem mantimentos e sob contínuos bombardeios.

Hafter, um ex-membro da cúpula militar que tirou Muammar Kadafi do poder e que deixou de ser seu principal opositor no exílio para ser homem forte dos rebeldes no leste do país, advertiu que deixará sair de Ganfuda todos os civis, com exceção dos homens maiores de 15 anos e menores de 65.

A Líbia é um estado vítima do caos e da guerra civil desde que há cinco anos a comunidade internacional apoiou a revolta rebelde em Benghazi e contribuiu militarmente para a queda de Kadafi.

Cinco anos depois, dois governos - um em Trípoli (oeste) e outro em Tobruk (leste) - lutam para tomar o poder e o controle dos recursos petrolíferos com ajuda de dezenas milícias que mudam frequentemente de lado.

Da situação se beneficiaram grupos jihadistas como o braço líbio do Estado Islâmico, o Boko Haram e a organização da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que penetraram e estenderam sua influência no país.

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