Governo búlgaro de Borisov renuncia após eleições presidenciais

Sófia, 14 nov (EFE).- O primeiro-ministro da Bulgária, o populista conservador Boiko Borisov, apresentou nesta segunda-feira a renúncia de seu gabinete após o fracasso da candidata oficial à chefia do Estado do país no segundo turno das eleições presidenciais, que foi realizado no domingo, informou o governo.

Um comunicado explica que Borisov informa aos deputados, em carta que acompanha a renúncia do governo depositada hoje no parlamento, que o Executivo continuará interino até a formação de um novo gabinete.

Ainda não se sabe a data de votação sobre a renúncia apresentada, mas fontes parlamentares consultadas pela Agência Efe estimaram que esta provavelmente seja aprovada amanhã.

Assim, Borisov cumpre a promessa que fez na campanha para as eleições presidenciais, quando disse que renunciaria se a candidata de seu partido, o Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB, sigla em búlgaro), Tzetzka Tsacheva, não ganhasse.

Tsacheva, atual presidente do parlamento, perdeu ontem no segundo turno das eleições ao obter 36,17% dos votos, contra o ex-general Rumen Radev, que se impôs com o 59,35%, informou hoje a Comissão Central Eleitoral da Bulgária após a apuração de 99,33% dos votos.

O triunfo de Radev, um ex-comandante da força aérea sem experiência política, foi antecipado no domingo pelas projeções das pesquisas de boca de urna e Borisov já tinha anunciado ontem à noite que seu governo iria renunciar hoje em bloco.

"Depois das eleições, fica claro que a atual coalizão não tem maioria. Agora nem o Orçamento Estatal 2017 será aprovado no parlamento. Amanhã ou depois de amanhã, o primeiro dia laboral do parlamento, depositamos a renúncia deste governo", disse ontem Borisov.

A atual coalizão no poder é formada pelo GERB, pelo direitista Bloco Reformista e pelo nacionalista Frente Patriótica, e se caracterizou pelos constantes atritos entre os três desde que chegaram ao poder no final de 2014.

A Bulgária enfrenta momentos de incerteza, pois serão convocadas eleições legislativas antecipadas e também não está muito claro o rumo que Radev quer dar ao país.

O presidente em fim de mandato da Bulgária, Rosen Plevneliev, deve pedir agora ao maior partido do parlamento, o GERB, a formação de governo, mas Borisov já anunciou que rejeitará esta incumbência e sugeriu que a mesma caiba ao Partido Socialista Búlgaro, o segundo em número de cadeiras.

No entanto, a presidente dessa legenda, Kornelia Ninova, já afirmou que também não está disposta a fazê-lo.

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