Governo da Colômbia e Farc publicam novo acordo de paz

Havana, 14 nov (EFE).- O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) publicaram nesta segunda-feira o novo acordo de paz com os ajustes e modificações que pactuaram a partir das propostas dos grupos que defenderam o "não" no referendo de 2 de outubro para ratificar o acordo inicial com a guerrilha.

"A partir deste momento os colombianos podem ler em sua totalidade o novo acordo geral para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura, que inclui as mudanças, precisões e ajustes assinados em 12 de novembro", afirmaram as equipes negociadoras em comunicado conjunto datado em Havana.

O acordo definitivo, com as mudanças já introduzidas, já está disponível no site da mesa de conversas.

"Estamos convencidos de que a leitura de todo o documento permite uma compreensão integral e genuína do estipulado, e que as mudanças, precisões e ajustes do novo acordo o fortalecem e respondem às inquietações e sugestões feitas por diferentes setores da sociedade", destacou o comunicado das partes.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, indicou em sua conta no Twitter que o "novo acordo reflete propostas do 'sim' e do 'não'", e convidou "respeitosamente" todos os colombianos a ler e escutar as mudanças realizadas.

"Felicitações a 'Ivan Márquez' e à delegação de paz das Farc pelo esforço realizado para tornar realidade o acordo da esperança", escreveu em sua conta do Twitter o líder máximo da guerrilha, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko".

Após anunciar em um ato formal em Havana no sábado passado que as delegações tinham alcançado um novo acordo no qual recolhiam algumas das 500 propostas dos partidários do "não", o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, afirmou ontem pelo Twitter que as equipes técnicas estavam "encaixando" as mudanças e ajustes no texto definitivo.

As delegações do governo da Colômbia e das Farc alcançaram um acordo de paz no último mês de agosto após quase quatro anos de negociações em Havana, que foi rubricado por Santos e Timochenko em 26 de agosto em um ato formal em Cartagena.

No entanto, os colombianos rejeitaram o documento por uma estreita margem no referendo do último dia 2 de outubro, e desde então as partes trabalharam para desbloquear o processo de paz.

A expectativa é que o novo documento seja ratificado no Congresso da Colômbia, e não em uma nova consulta popular.

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