Obama inicia última viagem internacional com paradas na Europa e no Peru

Washington, 14 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou nesta segunda-feira sua última viagem internacional, que lhe levará à Grécia, Alemanha e Peru, em meio à incerteza sobre como seu sucessor, Donald Trump, administrará as relações com os aliados na Europa e na Ásia-Pacífico.

A viagem de despedida de Obama, a quem resta pouco mais de dois meses de mandato, foi planejada com uma confiança muito alta, tanto dentro como fora dos EUA, de que a democrata Hillary Clinton seria a vencedora nas eleições presidenciais da semana passada.

Mas, inesperadamente, venceu o republicano Trump e seu triunfo "será o tema principal na mente de todos seja onde for que vamos", reconheceu o assessor adjunto de segurança nacional de Obama, Ben Rhodes, em uma conferência telefônica com jornalistas para informar detalhes da viagem presidencial.

Por isso, a mensagem principal que Obama quer transmitir nesta viagem é que "atualmente, a nós como americanos, interessa que o governo entrante tenha êxito e, francamente, ao mundo interessa que os Estados Unidos estejam bem, dado o papel de liderança que exercemos", explicou Rhodes.

Além disso, "há certas coisas que sobreviveram durante décadas sob governos de diferentes partidos" e entre elas está a aliança transatlântica, segundo o assessor.

Obama partirá de Washington na última hora da tarde de hoje e chegará a Atenas na manhã de terça-feira para realizar a primeira visita oficial de um presidente americano à Grécia em 17 anos.

O presidente realizará encontros bilaterais com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e com o presidente Prokopis Pavlopoulos, e durante a quarta-feira visitará a Acrópole e fará um discurso "ao povo da Grécia".

Rhodes antecipou que Obama usará esse discurso para falar dos resultados das eleições nos EUA e da saída do Reino Unido da União Europeia ("Brexit"), assim como, de modo mais geral, dos benefícios e desafios da globalização, da mesma forma que fez em setembro em seu último discurso perante a Assembleia Geral da ONU.

A votação do último mês de junho a favor do "Brexit" também estará na agenda de Obama na Alemanha, onde chegará na quinta-feira para se reunir com a chanceler desse país, Angela Merkel.

Na sexta-feira Obama realizará em Berlim uma cúpula "com seus mais estreitos aliados europeus", na qual participarão Merkel, o presidente francês, François Hollande; o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi; o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy; e a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Com eles, Obama prevê abordar, além dos resultados eleitorais nos EUA, a campanha militar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), a crise dos refugiados e os próximos passos a dar na Síria, segundo a Casa Branca.

A última etapa da viagem de Obama será o Peru, onde o presidente americano participará durante o fim de semana na cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Ali Obama, que terá reuniões bilaterais com os presidentes chinês, Xi Jinping, e peruano, Pedro Pablo Kuczynski, e com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, insistirá na importância de que os Estados Unidos mantenham seu compromisso com a Ásia-Pacífico, uma região à qual ele deu prioridade durante seu mandato.

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