Premiê do Japão admite complicações ao TPP após vitória de Trump

Tóquio, 14 nov (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, admitiu nesta segunda-feira pela primeira vez que o Tratado de Associação Transpacífico (TPP, sigla em inglês) encara um futuro difícil depois que Donald Trump, que se mostrou contrário ao acordo, venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos na semana passada.

"Para ser franco, devo reconhecer que (o TPP) está diante de circunstâncias difíceis", disse Abe ao comitê do Senado encarregado da ratificação do acordo de comércio multilateral.

O Japão se transformou na quinta-feira passada no primeiro país signatário em dar seu sinal verde ao tratado depois que a Câmara Baixa do parlamento o ratificou.

"Mas isso não quer dizer que (o tratado) esteja acabado. Atualmente, com a mudança de governo nos Estados Unidos, é o momento de nosso país tomar a liderança para tentar fazer com que (o TPP) entre em vigor o mais em breve possível", acrescentou o primeiro-ministro do Japão em declarações divulgadas pela agência "Kyodo".

A vitória do magnata nova-iorquino coloca ainda mais incerteza sobre o futuro do tratado, que aposta pela eliminação da maioria das tarifas entre os países signatários.

O líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell, já descartou a votação sobre o TPP antes da posse de Trump em janeiro, e a Casa Branca revelou que Barack Obama não vai continuar buscando sua ratificação.

O ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, ressaltou hoje, ao ser perguntado pela proposta mexicana de seguir adiante com o TPP mesmo com a eventual saída de Washington, que Tóquio segue defendendo o acordo como este foi firmado em fevereiro e que a principal economia mundial deve ser parte do mesmo.

Suga disse que está confiante que o governo de Trump poderá mudar de ideia com relação ao acordo.

"O senhor Trump é empresário e, como tal, o governo do Japão considera que ele compreende perfeitamente a necessidade de que o comércio internacional não deve enfrentar barreiras", afirmou o ministro japonês.

Estados Unidos, Japão, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Peru, Malásia, México, Nova Zelândia, Cingapura e Vietnã assinaram o acordo em fevereiro em Auckland, a capital neozelandesa, o que abriu um processo de dois anos para que cada membro ratifique o tratado individualmente.

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