Putin felicita candidato pró-Rússia por vitória nas eleições da Moldávia

Moscou, 14 nov (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, felicitou nesta segunda-feira o presidente eleito da Moldávia, o pró-Rússia Igor Dodon, por sua vitória no segundo turno do pleito realizado ontem e o convidou a visitar seu país.

"O chefe de Estado russo ressaltou que os resultados da votação confirmam o amplo apoio entre os eleitores aos argumentos de Dodon pela estabilidade sócio-política no país e a prioridades equilibradas em política externa", segundo o comunicado divulgado pelo Kremlin.

Putin "se manifestou por um diálogo construtivo e um trabalho conjunto ativo para o desenvolvimento das relações russo-moldavas", desejou sucesso a seu recém eleito colega e o convidou a visitar a Rússia, acrescentou a nota.

O próprio Dodon, líder do Partido Socialista moldavo que durante a campanha eleitoral prometeu que sua primeira viagem como chefe de Estado seria à Rússia, confirmou hoje que sua "primeira visita será a Moscou".

"Estamos obrigados a trabalhar para restabelecer uma sociedade estratégica com a Federação Russa", disse após o anúncio hoje dos resultados definitivos do pleito, que lhe deram a vitória sobre sua rival, a europeísta Maia Sandu, com 52,18% dos votos.

Em uma entrevista à emissora russa "Eco de Moscou", Dodon explicou que durante sua visita a Moscou, que espera realizar antes do final deste ano, colocará em primeiro lugar dois assuntos a Putin: a volta dos produtos moldavos aos mercados russos e os problemas dos imigrantes moldavos neste país.

"Sou partidário da cooperação estratégica com a Rússia, mas isso não significa que vamos estragar as relações com o Ocidente e a União Europeia (UE)", ressaltou.

Economista de 41 anos, Dodon é a favor de revisar o Acordo de Associação assinado em 2014 entre a Moldávia e a UE, que considera desfavorável para seu país, e de forjar uma aliança estratégica com a Rússia.

Na Moldávia, apontou o socialista, "mais de 65% da população consideram a Rússia um Estado amigo e mais de 55% votariam em um possível plebiscito pela integração na União Econômica Euroasiática", liderada por Moscou e composta ainda por Belarus, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão.

"A integração europeia era apoiada por metade dos cidadãos há sete anos. Por isso devemos realizar um plebiscito nacional para conhecer a opinião do povo e, em uma primeira etapa, resolver a questão da parte econômica" do Acordo de Associação com a UE, propôs.

O tratado assinado há dois anos entre Chisinau e Bruxelas fechou o mercado russo para os produtos moldavos, algo que buscará reverter o novo chefe de Estado apesar da pouca margem de manobra que lhe dá este cargo.

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