Cuba indulta 787 presos após apelo do papa pelo Ano da Misericórdia

Havana, 15 nov (EFE).- O Conselho de Estado de Cuba concedeu o indulto a 787 detentos em resposta ao pedido que o papa Francisco fez aos chefes de Estado por ocasião do Ano Santo da Misericórdia, informou nesta terça-feira a imprensa estatal.

A notícia sobre o indulto abre nesta terça-feira a capa do jornal oficial "Granma", que destaca que "por razões humanitárias" a medida se estendeu também a "mulheres, jovens, doentes, e outras categorias".

Na concessão do indulto foi levado em conta o tipo de crime que levou ao encarceramento, a conduta durante o cumprimento da sanção e o tempo extinto da pena, e ficaram excluídos os condenados por assassinato, homicídio, corrupção de menores, estupro, tráfico de drogas "e outros de extrema periculosidade", detalha o jornal.

Também destaca que o Conselho de Estado avaliou ainda o cumprimento da política penitenciária, "corroborando que de maneira sistemática a Corte Suprema Popular, a Procuradoria Geral da República e o Ministério do Interior analisam a possível libertação antecipada de pessoas privadas de liberdade".

Dito procedimento, acrescenta o "Granma", permite que "uma alta" porcentagem dos presos em Cuba fique livre "antes do término de cumprimento" da condenação.

Em setembro do ano passado, o governo de Raúl Castro indultou 3.522 presos por ocasião da visita do papa Francisco, uma medida que já havia adotado por ocasião das visitas papais anteriores de João Paulo II (1998) e Bento XVI (2012).

A população penitenciária em Cuba é de 57.000 presos, de acordo com dados oficiais divulgados em 2012.

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