Medvedev conversou com Putin sobre prisão de ministro da Economia

Moscou, 15 nov (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, conversou nesta terça-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a prisão do ministro da Economia, Alexey Ulyukaev, acusado de receber um suborno de US$ 2 milhões, e pediu uma "minuciosa investigação".

"O primeiro-ministro está ciente da prisão de Ulyukaev e falou do ocorrido com o presidente da Rússia", disse um porta-voz do Gabinete dos Ministros, citado pela agência oficial russa "RIA Novosti".

Ele acrescentou que o primeiro-ministro "considera que é necessária a realização de uma minuciosa investigação sobre o caso".

Enquanto isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que Putin tinha sido informado oportunamente que Ulyukaev estava sendo investigado.

O ministro da Economia, de 60 anos, foi detido ontem pelos serviços de segurança no momento em que recebia o suborno, informou hoje a porta-voz do Comitê de Instrução (CI) russo, Svetlana Petrenko.

"Ele é acusado de extorsão e ameaças aos representantes da (companhia petrolífera estatal) Rosneft", explicou.

Também nesta madrugada, o CI anunciou a abertura de um processo criminal contra o ministro da Economia e hoje é aguardado o pronunciamento do Tribunal de Moscou sobre as medidas cautelares contra o ministro.

Segundo o Código Penal russo, o crime de suborno de grande quantia pode valer punição de até 15 anos de prisão e multas enormes.

O Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) vinha investigando Ulyukaev, depois de uma suposta ameaça feita pelo ministro a Rosneft em frustrar a compra feita pela Bashneft, outra petrolífera estatal, se não recebia uma compensação em troca.

Quando o governo russo propôs a privatização de 50% das ações da Bashneft, Ulyukaev afirmou, no início, que a compra da companhia por outra petrolífera estatal russa parecia ser incoerente pela titularidade pública de ambas.

Mas em setembro, o ministro disse que a operação onde estava interessada o gigante Rosneft era juridicamente possível, já que a lei sobre a privatização não proibia a negociação.

Finalmente no mês passado, a companhia presidida por Igor Sechin, que seria amigo pessoal do presidente russo, Vladimir Putin, adquiriu por cerca de 329,7 milhões de rublos (aproximadamente US$ 5 bilhões) por 50% das ações da Bashneft.

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