Pena de morte para ex-presidente egípcio Mursi por fuga de prisão é anulada

Cairo, 15 nov (EFE).- A Justiça do Egito anulou nesta terça-feira a condenação à morte ditada contra o ex-presidente Mohammed Mursi por sua fuga de uma prisão durante a revolução de 2011 e ordenou a repetição do julgamento, informaram à Agência Efe fontes judiciais.

Mursi, destituído em julho de 2013, recebeu a pena capital em junho de 2015 por tramar sua fuga da prisão de Wadi Natrun, em um caso no qual também foram sentenciados à forca outros 108 acusados, em sua maioria integrantes e simpatizantes da Irmandade Muçulmana.

O tribunal aceitou o recurso apresentado pelo presidente deposto - que desta forma evita a forca - e outros 26 condenados à morte e à prisão perpétua, indicaram as fontes.

Entre os que viram sua sentença de morte cancelada estão o então líder espiritual da Irmandade, Mohammed al Badia, e os dirigentes Saad Katatni e Esam al Arian, que foram presidente e vice-presidente do braço político da confraria, o Partido Liberdade e Justiça.

Todos eles foram sentenciados pelo Tribunal Penal do Cairo em 16 de junho de 2015 por terem fugido da prisão e ajudado mais de 20 mil réus a escaparem de três prisões egípcias, no caos da revolução de 2011, que levou à queda do então presidente Hosni Mubarak.

Esses atos, junto ao sequestro de oficiais e o assassinato de policiais e presos, foram realizados pela Irmandade Muçulmana, em coordenação com o movimento islamita palestino Hamas, o grupo xiita libanês Hezbollah e jihadistas do norte da Península do Sinai, segundo a decisão judicial.

Mursi, que está detido na prisão de Burg al Arab, no nordeste do Egito, e com várias condenações em suas costas, negou sempre as acusações e destacou que continua sendo o "presidente legítimo" do Egito.

O ex-mandatário foi condenado à prisão perpétua também em dois casos diferentes, um de colaboração com organizações estrangeiras para planejar ataques no Egito e outro de espionagem em favor do Catar.

Mursi também foi sentenciado a 20 anos de prisão pelo uso da violência durante distúrbios ocorridos perto do Palácio Presidencial de Itihadiya, no Cairo, em dezembro de 2012, uma pena confirmada em outubro do ano passado.

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