Prefeita de Washington diz a Trump que seguirá protegendo imigrantes ilegais

Washington, 15 nov (EFE).- A prefeita de Washington D.C., Muriel Bowser, afirmou nesta terça-feira em comunicado que não vai fiscalizar o status migratório ou entregar os imigrantes ilegais da cidade para que eles sejam deportados, apesar das ameaças do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de negar repasses àqueles que não mudem as práticas.

"Os valores, leis e políticas de Washington não mudaram no dia das eleições. Celebramos nossa diversidade e respeitamos todos os residentes de D.C, independentemente do status migratório", afirmou.

Bowser disse que Washington continuará sendo uma "cidade santuário" porque contribui para a segurança das demais da região. "Não tenha medo de pedir ajuda a nossa prefeitura", disse.

Trump afirmou durante a campanha que retirará os recursos federais das cidades e condados de todo o país que não persigam ativamente os imigrantes ilegais e os entreguem às autoridades.

Um grande número de cidades em todo o país se negaram até agora a submeter os residentes a essas pesquisas porque isso envolve gastos. Além disso, a investigação desvia recursos da polícia local, provoca medo e instiga a desconfiança entre os moradores.

As autoridades federais são encarregadas de cumprir as leis no que se refere ao status migratório e dar sequência aos processos de deportação dos imigrantes ilegais.

"Perder dinheiro dói sempre, mas manter-se fiel a nossas políticas é importante. Por enquanto, não vamos modificá-las até que haja boas razões para isso", disse o vereador Jack Evans em entrevista a emissora local "WJLA".

Vários condados que estão no entorno de Washington no norte do estado da Virgínia e de Maryland também não cooperam com as autoridades federais de imigração. Segundo o Centro de Estudos de Imigração, que promove restrições em políticas migratórias, em todo o país há cerca de 300 juridisções que não são consideradas como "santuário" para os imigrantes ilegais.

Trump propôs em entrevista depois de eleito a deportação imediata de 3 milhões de imigrantes ilegais com antecedentes criminais, apesar de estimativas do Migration Policy Institute estimarem que 800 mil pessoas estejam nessa situação no país.

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