Stoltenberg diz que Trump é "grande fã" da Otan e cumprirá compromissos

Bruxelas, 15 nov (EFE).- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou nesta terça-feira que o presidente eleito americano, Donald Trump, é "grande fã" da Otan, e cumprirá os compromissos com os aliados.

"Trump disse durante a campanha (eleitoral) que é um grande fã da Otan. Tenho certeza que cumprirá todos os compromissos da Aliança, porque uma Otan forte é importante para a Europa, mas também para os Estados Unidos", declarou Stoltenberg ao chegar a um Conselho de ministros da Defesa da União Europeia (UE).

O economista norueguês lembrou que Trump também disse que os países europeus devem investir mais em defesa, uma mensagem de consenso entre "os líderes da UE por muitos anos".

Stoltenberg celebrou o fato de, atualmente, os aliados europeus estarem aumentando os investimentos em defesa, "contribuindo assim para a repartição de responsabilidades".

Segundo o presidente americano em fim de mandato, Barack Obama, que inicia nesta terça-feira na Grécia a última viagem pela Europa como líder, Trump o expressou seu "compromisso com a Otan e a aliança transatlântica".

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito classificou a Otan como organização "obsoleta" e pediu aos países-membros que "paguem sua parte" se não quiserem se defender sozinhos.

Stoltenberg destacou que sua própria mensagem sempre foi, desde que chegou ao cargo, que a UE "tem que fazer mais, investir mais em defesa".

"Percebo que, após muitos anos de cortes em despesa em defesa, a UE esteja aumentando o investimento agora para responder a um entorno de segurança mais perigoso e que representa mais desafios", analisou.

Enquanto "os aliados europeus avançam aumentando a despesa em defesa", Stoltenberg expressou "total certeza que a Otan seguirá sendo a pedra fundamental da segurança".

"Reforçar a defesa europeia será importante para a UE e para nossos vínculos transatlânticos", ressaltou.

Stoltenberg falará nesta terça-feira com os ministros europeus de Defesa sobre como reforçar a colaboração entre ambas as organizações, depois de assinarem em julho, durante a cúpula da Otan em Varsóvia, uma declaração para isso.

Perguntado se chegou o momento de normalizar a relação com Moscou depois dos contatos entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, o político norueguês considerou normal que o presidente eleito dos EUA "fale com líderes mundiais, inclusive com o da Rússia".

"Nossa mensagem na Otan é que queremos diálogo com a Rússia. Não há contradição entre uma defesa forte e o diálogo político", declarou.

Por outro lado, deixou claro que a Otan "nunca aceitará a violação da integridade territorial da Ucrânia" por parte da Rússia, uma "agressão" perante a qual a Otan reagiu fortalecendo seu lado leste.

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