Trump é superado por Hillary em 1 milhão de votos e celebra colégio eleitoral

Washington, 15 nov (EFE).- A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, superou em mais de 1 milhão de votos o presidente eleito, o republicano Donald Trump, que venceu devido ao sistema de colégio eleitoral, classificado por ele nesta terça-feira como uma "genialidade".

A apuração, que segue em andamento em alguns estados que estão processando votos à revelia ou registrados no exterior, já dá uma vantagem de 1 milhão de votos a Hillary sobre Trump, colocando a porcentagem em 47,8% para a democrata e 47% para o republicano.

No entanto, Trump venceu as eleiçÕes devido ao sistema de colégio eleitoral, no qual cada estado dá ao ganhador da região um número de delegados estabelecido conforme o peso demográfico e equivalente ao número de seus representantes no Congresso.

O presidente eleito obteve pelo menos 290 delegados dos 538 totais. Por isso, apesar de ter um número menor de votos em nível nacional, saiu vitorioso do pleito de 8 de novembro.

Trump voltou a fazer uso do Twitter hoje para elogiar o sistema que garantiu sua vitória. Ele afirmou que o sistema de colégio eleitoral é uma "genialidade porque faz com que todos os estados, incluindo os pequenos, fazem parte da partida.

"Se a eleição fosse baseada no total do voto popular, teria feito campanha em Nova York, Flórida e Califórnia, e teria ganho ainda por uma maior margem e com mais facilidade", disse Trump.

No entanto, em 2012, após a vitória do presidente Barack Obama sobre o rival republicano, Mitt Romney, Trump também recorreu às redes sociais para dizer que o "colégio eleitoral é um desastre para nossa democracia".

Estados como Nova York ou Califórnia são estados garantidos para os democratas. Por isso, os candidatos presidenciais não costumam fazer campanha lá. O mesmo ocorre com o Texas, outro estado com grande número de delegados no colégio eleitoral, que se inclina tradicionalmente para o lado republicano.

A imprensa americana denunciou que alguns sites estão divulgando notícias falsas sobre uma vitória de Trump no voto popular.

Gigantes da internet como o Google ou Facebook se comprometeram hoje a evitar a propagação deste tipo de notícia eleitoral falsa, que até agora estava sendo destacada por seus algoritmos.

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