Ataques contra hospitais continuam na Síria

Beirute, 16 nov (EFE).- Pelo menos nove ataques contra hospitais e centros de saúde ocorreram na Síria desde 7 de novembro, denunciou nesta quarta-feira em comunicado a ONG francesa União das Organizações de Socorro e Auxílio Médico (UOSSM).

Este grupo, que presta apoio a instalações sanitárias no território sírio, ressaltou que nas últimas 48 horas pelo menos cinco hospitais foram alvo dos bombardeios no país árabe, que deixaram três mortos e 29 feridos.

Ditos centros atendiam uma média de 23 mil consultas mensais, aceitavam cerca de 2 mil pacientes e praticavam em torno de 1,8 mil operações por mês.

A UOSSM indicou que vários hospitais atacados desde no último dia, sete ficam na zona rural da periferia da cidade de Aleppo (norte), o que privou centenas de milhares de pessoas de atendimento de saúde.

Alguns desses centros são os das populações de Al Atareb e Kafr Naha, onde há dois que ficaram fora de serviço, um deles de forma indefinida, pelos bombardeios de 14 de novembro.

Aleppo não foi a única área síria onde os hospitais foram bombardeados, já que a UOSSM também denunciou ações similares contra instalações de saúde nas províncias de Idlib (norte), Homs (centro) e Hama (centro).

Após estes últimos incidentes, a ONG afirmou que 2016 está se transformando no ano com mais ataques contra centros sanitários na Síria desde o início do conflito em meados de março de 2011.

Por isso, a ONG fez uma chamada para que os responsáveis desses bombardeios sejam apresentados perante a justiça.

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