Eurocâmara inicia processo para decidir quem será seu novo presidente

Bruxelas, 16 nov (EFE).- A Eurocâmara iniciou o processo para decidir quem será seu novo presidente, depois que nesta quarta-feira o grupo do Partido Popular Europeu (PPE) anunciou a apresentação no dia 13 de dezembro de seu candidato para liderar o parlamento europeu.

A informação foi confirmada pelo presidente desse grupo na Eurocâmara, Manfred Weber, reeleito hoje até 2019, nas tradicionais votações internas de metade de legislatura (2014-2019) e nas quais o espanhol Esteban González Pons renovou seu mandato como primeiro vice-presidente.

Estas eleições representam o início do desenlace para a grande incógnita sobre a próxima liderança na câmara europeia, após vários meses de especulações que apontaram para um possível terceiro mandato do socialista alemão Martin Schulz, algo inédito no parlamento europeu.

O regulamento desta instituição, que votará no plenário seu próximo presidente em 16 de janeiro, estabelece que o mandato deste deve ser renovado na metade da legislatura e nunca se votou em um mesmo representante durante o período completo.

De fato, socialistas e populares assinaram um acordo escrito para que a presidência da legislatura seja repartida entre ambas forças.

No entanto, a vontade declarada de Schulz de permanecer no cargo e a reivindicação dos socialistas por um "equilíbrio de forças" nas instituições europeias levaram a especular sobre a possibilidade que a Eurocâmara mantenha seu presidente.

Por outra parte, nos últimos dias cresceu a hipótese que Schulz volte à política alemã e se especula que possa substituir Frank-Walter Steinmeier na pasta das Relações Exteriores.

Os populares deixaram hoje claro que defenderão o pacto assinado com os socialistas para dividir a presidência.

Entre os nomes que surgem com força como seus candidatos está o da irlandesa Mairead McGuiness, que seria a segunda mulher presidente da Eurocâmara após Simone Veil (1979-1983).

Também são cogitados o presidente da delegação francesa, Alain Lamassoure, o ex-primeiro-ministro esloveno Alojz Peterle e o italiano Antonio Tajani, antigo vice-presidente da Comissão Europeia e que foi porta-voz do governo de Silvio Berlusconi.

O grupo espera não realizar primárias para a escolha de seu candidato e designar um nome por unanimidade, enquanto procura o apoio dos grupos.

Os socialistas, por sua parte, defendem que as três instituições não podem estar lideradas pela mesma família política, algo que ocorreria se mantiverem os presidentes da Comissão e do Conselho, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk, respectivamente.

O grupo dos reformistas, ECR, apoiou a parlamentar belga surdo-muda Helga Stevens, única representante na câmara com esta incapacidade junto com o húngaro Ádám Kósa.

Os liberais (ALDE), quarta força política e partido pendular da "grande coalizão" entre socialistas e populares, decidirão no dia 29 de novembro se apresentarão um candidato.

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