McConnell é reeleito como líder da maioria republicana do Senado dos EUA

Washington, 16 nov (EFE).- O líder da maioria republicana do Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, foi reeleito nesta quarta-feira por seus correligionários para continuar no cargo a partir de janeiro, quando se formará a nova sessão do Legislativo.

McConnell, senador por Kentucky de 74 anos, foi eleito de maneira unânime por seus companheiros, que com aplausos durante uma reunião privada o proclamaram líder da maioria republicana, indicou o porta-voz do legislador, Don Stewart, em entrevista à imprensa.

Durante a campanha presidencial, McConnell se distanciou do já presidente eleito, Donald Trump, por seus comentários ofensivos contra minorias e mulheres, mas agora disse estar preparado para trabalhar com o magnata e fazer avançar as políticas conservadoras nos EUA.

Por sua parte, os democratas elegeram o senador por Nova York, Chuck Schumer, para substituir Harry Reid, que se retirará do cargo em janeiro após ter liderado a maioria democrata do Senado entre 2007 e 2015, momento no qual seu partido perdeu as eleições e passou a ser o líder da minoria.

Schumer se transformará assim no democrata com mais poder em Washington para opor-se às políticas de Trump, que tem a seu favor a maioria republicana das duas câmaras do Congresso.

"Necessitamos ser o partido que fala ao povo e trabalha em nome de todos os americanos", declarou em entrevista coletiva Schumer, reforçando que os democratas precisam reconquistar a classe trabalhadora, que optou por Trump nas eleições de 8 de novembro.

Com esse objetivo, Schumer, de 65 anos, anunciou a nomeação do senador Bernie Sanders como pessoa encarregada de se conectar com a classe operária.

Sanders foi o rival da candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, na campanha das primárias e, com sua mensagem de distribuição da riqueza e contra o poder das grandes corporações, conseguiu ganhar grande parte dos estados do meio oeste industrial, que depois respaldaram Trump.

Os resultados das eleições de 8 de novembro, quando foi renovado um terço das 100 cadeiras do Senado, deixaram 52 cadeiras com os republicanos e 48 com os democratas, o que representa uma ajustada margem para superar o mínimo de 60 votos necessários para considerar projetos legislativos.

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