Mesmo eleito, Trump mantém guerra contra a imprensa e ataca "New York Times"

Washington, 16 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de ataques nesta quarta-feira ao "The New York Times", acusando o jornal de publicar informações falsas sobre o processo de transição na Casa Branca, mantendo assim a guerra contra a imprensa que se iniciou ainda durante a campanha.

Por meio do Twitter, Trump afirmou que as últimas informações divulgadas pelo "The New York Times", que desenha um processo de transição caótico devido a desacordos e demissões entre a equipe responsável, são "totalmente falsas".

Trump disse que a transição "vai muito bem" e, além disso, revelou ter conversado com vários líderes estrangeiros, respondendo às alegações feitas pelo jornal nova-iorquino de que governantes aliados dos EUA se viram em problemas para "averiguar como e quando" entrar em contato com o presidente eleito.

"Recebi e tenho recebido ligações de muitos líderes estrangeiros apesar do dito pelo fracassado @nytimes. Rússia, Reino Unido, China, Arábia Saudita, Japão", rebateu Trump em outro tweet.

Em outra mensagem, Trump também classificou como falsas informações surgidas na imprensa de que estaria tentando obter autorizações de segurança de "nível superior" para seus filhos, algo que os permitiria ter acesso a documentos sigilosos.

Ontem à noite, Trump já tinha divulgado um tweet no qual afirmava que o processo de transição está "muito bem" organizado e que só ele conhece os "finalistas escolhidos" para fazer parte do governo.

Durante a campanha eleitoral, Trump usou o Twitter para criticar duramente não só o "The New York Times", mas também outros muitos dos grandes veículos da imprensa norte-americana, acusando-os de fazer uma cobertura injusta para beneficiar a rival democrata na eleição presidencial, Hillary Clinton.

Também ontem, ele deixou a Trump Tower de Nova York, o quartel-general da transição, para jantar com sua família sem avisar ao grupo reduzido de jornalistas encarregado de acompanhar e informar todos os movimentos do presidente eleito, o chamado "pool".

É uma tradição nos EUA que o "pool" de jornalistas acompanhe o presidente do país onde quer que ele vá. No período eleitoral, a cobertura se amplia para o candidato eleito até que ele tome posse.

Em resposta ao incidente, o porta-voz de Trump, Hope Hicks, afirmou que esse "pool" não foi criado de maneira formal e que, quando isso ocorrer, os repórteres terão "todo o acesso necessário".

A Associação de Correspondentes da Casa Branca divulgou um comunicado no qual o presidente da entidade, Jeff Mason, considera "inaceitável" o fato de o presidente eleito ter se deslocado sem a companhia de um grupo de jornalistas que possa "registrar seus movimentos e informar ao público sobre seu paradeiro".

Masson ressaltou que já existe um grupo de jornalistas de plantão em Nova York para "cobrir o presidente eleito enquanto ele forma o novo governo". "Portanto, é fundamental que eles possam fazer seus trabalhos", afirmou.

Por outro lado, Mazon disse estar convencido com as garantias dadas pela equipe de transição de Trump, que afirmou que "respeitará as tradições de longa data de acesso à imprensa na Casa Branca e apoiará uma estrutura de pool".

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