Parlamento búlgaro aceita renúncia do primeiro-ministro

Sófia, 16 nov (EFE).- O parlamento da Bulgária aprovou nesta quarta-feira a renúncia apresentada pelo primeiro-ministro do país, o populista conservador Boiko Borisov, após a derrota eleitoral sofrida por ele nas eleições presidenciais do último domingo.

Como já se esperava, os parlamentares aprovaram praticamente por unanimidade - 218 votos a favor, nenhum contra e duas abstenções - a saída do poder da coalizão integrada pelo partido Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB), de Borisov, o Bloco Reformista e a Frente Patriótica.

O Legislativo deu assim sinal verdade à renúncia do primeiro-ministro, que cumpriu a promessa que tinha feito durante a campanha das eleições presidenciais de renunciar se a candidata apoiada por ele, Tsetska Tsacheva, atual presidente do parlamento, não saísse vitoriosa do pleito realizado no domingo.

Borisov afirmou que o governo funcionará em "estado de renúncia" até a formação de um novo Executivo. "Seremos responsáveis, construtivos e estaremos à disposição da sociedade. Se a sociedade decidir que precisa de nós, voltaremos a trabalhar por ela", disse.

O agora ex-primeiro-ministro reiterou sua interpretação de que o resultado das eleições - a vitória do candidato apoiado pela oposição, o ex-general Rumen Radev - foi uma expressão contra o governo por parte do eleitorado.

"No domingo, as pessoas disseram: busquem outra maneira ou outro modo de governar o país. O voto do domingo mostrou claramente que a sociedade quer mudança, algo novo", declarou Borisov.

No segundo turno das eleições presidenciais, Radev, ex-comandantes das Forças Armadas e simpatizante da Rússia, venceu com 60% dos votos contra 36% de Tzacheva, apoiada do Borisov.

A previsão é que o presidente que deixará o cargo em janeiro, Rosen Plevneliev, entregue amanhã a incumbência de formar um novo governo ao maior partido do parlamento, o GERB. No entanto, o agora ex-primeiro-ministro já disse que rejeitará a responsabilidade, ssim como o Partido Socialista Búlgaro, a segunda força política do país.

Embora a Constituição ainda preveja a possibilidade de o presidente pedir a outro partido a formação do governo, tudo indica que o país mais pobre da União Europeia se encaminha para um período de incerteza que pode durar meses antes da realização de eleições antecipadas.

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