Policial que matou homem negro em ação filmada é acusado de homicídio nos EUA

Washington, 16 nov (EFE).- A Procuradoria de Minnesota anunciou nesta quarta-feira que o policial Jerónimo Yánez foi acusado formalmente de homicídio pela morte de Philando Castile, um homem negro cuja morte, ocorrida em julho, foi gravada pela namorada em vídeo e divulgada nas redes sociais como o Facebook, causando uma grande onda de indignação nos Estados Unidos.

Em entrevista coletiva, o promotor do condado de Ramsey, John Choi, anunciou que Yánez utilizou a força de modo injustificado e que deve agora enfrentar uma acusação de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e uso imprudente de armas de fogo.

O agente disparou em Castile, de 32 anos, no dia 6 de julho, após deter o veículo do homem negro por um incidente de trânsito na região residencial de Falcon Heights, em Minnesota, onde foram realizados fortes protestos.

O fator que detonou os protestos foi um vídeo que a namorada de Castile, Diamond Reynolds, divulgou nas redes sociais. Na gravação, ela aparece sentada no veículo ao lado do namorado, ainda vivo e sentado no banco do motorista, com várias manchas de sangue em uma camisa branca.

No vídeo, Diamond explica que Castile foi procurar um documento de identificação em uma bolsa para mostrar ao agente e que o avisou que carregava uma arma de fogo licenciada. O policial, então, ordenou que ele colocasse as mãos para frente. Segundo a versão da namorada da vítima, o agente disparou quatro vezes na sequência.

As imagens mostram as mãos do agente, visivelmente nervoso, apontando uma pistola contra Castile, que permanece no interior do veículo em silêncio, usando cinto de segurança.

Choi se afastou dos padrões jurídicos usados por outros promotores para exonerar policiais em casos similares e afirmou que não pode justificar o uso da força porque "não há indícios suficientes para expressar medo de morte ou perigo de sofrer um grande dano corporal".

Essa é a primeira vez que um agente da Polícia de Minnesota enfrenta uma acusação de homicídio desde 2000.

Os EUA viveram vários momentos de tensão racial nos últimos anos, especialmente após a morte em agosto de Michael Brown, em Ferguson, no Missouri. O jovem negro estava desarmado e foi morto por um agente branco que depois foi inocentado de todas as acusações.

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