Prefeito de Nova York expressa a Trump preocupação com deportações

Nova York, 16 nov (EFE).- O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, expressou nesta quarta-feira ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, as "preocupações" da cidade por algumas das medidas que propôs, como a deportação em massa de milhões de imigrantes.

"Esta cidade e muitas cidades mais farão tudo o que puderem para proteger seus residentes e assegurar-nos que as famílias não sejam separadas", afirmou De Blasio em declarações aos jornalistas depois de se reunir com Trump.

De Blasio acrescentou que tinha feito chegar a Trump as preocupações dos moradores da cidade sobre "algumas mensagens e uma retórica" que estão gerando temores em comunidades como a muçulmana.

Durante sua campanha eleitoral, Trump prometeu que, se chegasse à Casa Branca, expulsaria do país cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais, e reforçaria as fronteiras para evitar novas entradas ilegais.

Em recente entrevista à emissora "CBS", Trump rebaixou essa promessa e anunciou que impulsionaria a deportação de "dois milhões ou três milhões" de imigrantes ilegais que tenham se envolvido com atividades criminosas nos Estados Unidos.

Em sua reunião, que durou uma hora e que aconteceu na Trump Tower de Nova York, De Blasio disse que tinha levado ao presidente eleito a visão do que pensam os nova-iorquinos, "quais são suas preocupações e quais seus sentimentos".

"Acredito que foi muito importante dar-lhe uma perspectiva além da bolha da transição", acrescentou De Blasio.

O prefeito de Nova York é democrata e apoiou à rival de Trump, Hillary Clinton, e também foi muito crítico a muitas das políticas que o candidato republicano anunciou durante a campanha eleitoral.

Trump nasceu e se criou em Nova York e frequentemente fala com orgulho de sua origem nova-iorquina.

Segundo De Blasio, qualquer programa de deportação pode gerar "confrontos entre as forças de segurança e as comunidades" e geraria "uma desconfiança entre a polícia e os moradores que pode ser contraproducente".

"É preciso fazer mais para fechar as feridas deste país e para que o povo seja respeitado", opinou De Blasio, acrescentando que tinha lembrado Trump de que Nova York foi erguida por gerações de imigrantes chegados à cidade.

"Embora as pessoas tenham fortes diferenças pode haver um bom diálogo", afirmou o prefeito da cidade mais populosa dos Estados Unidos, que qualificou a reunião como "respeitosa" e "franca".

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