Trump diz que processo de transição está "muito organizado"

Nova York, 16 nov (EFE).- Em meio a fortes críticas sobre a caótica gestão de sua equipe, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta quarta-feira que o processo de transição à Casa Branca "está muito organizado" e que só ele conhece quem irá compor o governo.

"O processo para eu decidir sobre o Gabinete e muitos outros cargos está muito organizado. Eu sou o único que sabe quem são os finalistas!", escreveu Trump em sua conta no Twitter, depois de revelar que tiveram baixas entre os integrantes que administram a transição.

De acordo com a imprensa americana, dois importantes membros da equipe de Trump se viram obrigados a deixar seus postos: o governador de Nova Jersey, Chris Christie, e o ex-congressista e ex-presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Mike Rogers. Christie foi substituído pelo vice-presidente eleito, Mike Pence, como chefe da equipe de transição, e Rogers, que se encarregava da segurança nacional no processo, anunciou ontem sua saída.

A saída do governador de Nova Jersey se deve, aparentemente, as diferenças que tem com o genro de Trump, Jared Kushner, que também integra a equipe de transição, segundo jornais americanos. Já Rogers e outro membro do grupo encarregado da segurança nacional, Matthew Freedman, ambos considerados próximos a Christie, foram destituídos, segundo o "The New York Times". Christie era procurador-geral de Nova Jersey quando o pai de Kushner foi julgado e preso por evasão de impostos, contribuições ilícitas a campanhas e manipulação de testemunhas em 2004.

Trump também quis em seu tweet evitar especulações sobre quais serão os integrantes de seu governo a partir de janeiro, quando tomará posse, ao assegurar que só ele conhece quem irá fazer parte dele.

Por enquanto, Trump só fez duas nomeações importantes: o chefe de Gabinete, já que assumirá a presidência do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus; e o chefe de estratégia e conselheiro sênior, Stephen Bannon. A escolha deste último, considerado uma das vozes mais destacadas da direita radical que apoia a Trump, foi muito criticada por políticos e pela imprensa, que lembram comentários racistas e misóginos feitos por ele nos últimos meses. EFE

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