Denunciado desaparecimento de 100 imigrantes após naufrágio no Mediterrâneo

Roma, 17 nov (EFE).- Um grupo de imigrantes que sobreviveram ao naufrágio da embarcação na qual viajavam no Mediterrâneo denunciou o desaparecimento de cem pessoas que também estavam no barco, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A organização humanitária informou na rede social Twitter que seu barco Bourbon Argos recuperou 27 imigrantes no Mediterrâneo, assim como os corpos de sete pessoas.

Os sobreviventes, todos homens, assinalaram que viajavam a bordo de outra embarcação que transportava no total 130 pessoas e que eles são os únicos que sobreviveram ao naufrágio.

Por isso teme-se que os desaparecidos cheguem a 96, apesar dos números não serem precisos.

O naufrágio, segundo recolhe a imprensa local, teria ocorrido na quarta-feira a 40 milhas do litoral da Líbia.

Os imigrantes viajavam a bordo de uma embarcação pneumática e quando as autoridades que operam no Mediterrâneo interceptaram o barco, acharam 27 sobreviventes, que foram salvos.

Posteriormente, foram recuperados da água os sete corpos e nesta manhã os sobreviventes e os corpos sem vida foram transferidos à embarcação da MSF.

A organização humanitária disse que "esta tragédia é simplesmente inaceitável" e lembrou que "a cada dia há um desastre" deste tipo no Mediterrâneo, que muitas pessoas tratam de atravessar desde o norte da África para alcançar solo europeu.

Com base nos dados publicados pela Organização Internacional de Migrações, em 2016 foram 5,2 mil os imigrantes que morreram no mundo todo, 3.930 deles nas distintas rotas do Mediterrâneo.

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