EUA elogiam conquistas da coalizão contra EI e defendem sequência com Trump

Berlim, 17 nov (EFE).- O enviado especial americano para a coalizão contra o Estado Islâmico (EI), Brett McGurk, elogiou nesta quinta-feira em Berlim os avanços que levaram a debilitar o grupo terrorista e ressaltou que a luta para acabar com os jihadistas continuará com a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

O que une o mundo é "a necessidade de combater este grupo terrorista", declarou McGurk durante um encontro dos principais membros da coalizão internacional contra o EI, em nível de diretores políticos, organizado na capital alemã, onde se encontra também o presidente americano, Barack Obama.

Os 67 países que formam esta aliança contra o EI, com a Líbia como um dos últimos a se incorporar, constituem uma "verdadeira coalizão global" que continuará funcionando após as mudanças na Administração americana, disse.

O enviado se mostrou convencido de que o rumo é o correto, mas ressaltou que é necessário continuar por este mesmo caminho "para não minar as conquistas colhidas até agora".

Neste sentido, McGurk fez referência a uma série de indicadores que permitem avaliar em qual ponto se encontra a coalizão em seus esforços por combater o EI.

Há dois anos, quando começou a campanha, o grupo jihadista estava expandindo seu califado, contava com uma rede sem precedentes de combatentes estrangeiros, monopolizava as mensagens e a propaganda que divulgava e era uma das organizações terroristas melhor financiadas da história.

Hoje o EI está perdendo território -56% e 27% dos que controlavam no Iraque e na Síria, respectivamente- e é "significativo" que não esteja conseguindo reconquistar nem sequer parte dele, afirmou.

Com relação aos combatentes estrangeiros que se somam às fileiras da organização, ressaltou que esse número agora é insignificante, frente aos milhares que davam esse passo a cada mês em 2014 e os 500 mensais de 2015.

McGurk ressaltou, além disso, que nos últimos meses foi possível acabar com uma série de figuras-chave do EI, entre eles o porta-voz e responsável das operações terroristas no exterior, Abu Mohammed al Adnani, cuja morte, afirmou, tratou de atribuir à Rússia.

A campanha militar permitiu eliminar fontes de financiamento da organização e, graças às informações com as quais conta a coalizão, também foi possível reduzir a rede jihadista global, que se apoia em grupos terroristas já existentes antes de seu surgimento, acrescentou.

McGurk se mostrou convencido de que a coalizão conseguirá expulsar os jihadistas da cidade iraquiana de Mossul, mas ressaltou que o grupo continuará sendo uma ameaça "nos próximos anos" à qual é preciso se adaptar e que obriga a obriga a evoluir.

Atualmente, a coalizão está apoiando as ofensivas contra o EI em Mossul e também na cidade síria de Al Raqqa, quartel-general dos jihadistas, e procura, além disso, acabar com o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

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