Índice mostra interior forte e São Paulo como melhor cidade para empreender

São Paulo, 17 nov (EFE).- Pelo segundo ano consecutivo, São Paulo foi considerada a melhor cidade do Brasil para empreender pelo Índice de Cidades Empreendedoras, apresentado na manhã desta quinta-feira.

Criado em 2014 pela ONG Endeavor, o índice foi divulgado em cerimônia realizada na sede do banco Santander na capital paulista durante a Semana Global do Empreendedorismo. A ONG atua no estímulo ao empreendedorismo, e criou a lista para criar um parâmetro de comparação entre cidades brasileiras.

"O brasileiro é um empreendedor nato: 60% dos universitários querem empreender, mesmo sendo muito difícil, com toda a burocracia e os impostos", afirmou Marcos Madureira, vice-presidente do Santander.

O índice de Cidades Empreendedoras avalia as 32 cidades brasileiras com os melhores indicadores, e leva em conta sete parâmetros: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, ambiente de inovação, capital humano e cultura empreendedora.

Ao todo, são utilizados 60 indicadores para chegar ao resultado final, sendo 33 públicos, 14 de terceiros (adquiridos por meio de parcerias) e 13 da própria Endeavor, criados a partir de estudos.

São Paulo se destacou principalmente nos quesitos de infraestrutura e acesso a capital, em que ficou com a primeira colocação; os pontos negativos foram o capital humano e a cultura empreendedora, nos quais a capital paulista ficou na 20ª colocação.

A edição 2016 do estudo mostrou que o interior do estado em crescimento: Campinas (3º), São José dos Campos (6º), Sorocaba (8º) e Ribeirão Preto (10º) ficaram entre as 10 melhores cidades do país para empreender.

"Essa é a primeira vez em que as cinco cidades de São Paulo participantes integraram o top 10. Isso reforça o que já avaliamos, de que a lógica do estudo premia as regiões mais desenvolvidas e com mais infraestrutura", analisou Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor.

Só a cidade de São Paulo é responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. para Rodrigo Pirajá, diretor-presidente da São Paulo Negócios, o poder público deve tirar as amarras que dificultam e burocratizam o processo de empreender.

"Deve haver um relacionamento de aprendizado mútuo. O poder público precisa se esforçar para ser mais rápido, e a iniciativa privada precisa compreender que o tempo do poder público é diferente", avaliou.

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