Obama pede que Trump defenda valores e normas internacionais com Putin

Berlim, 17 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira que seu sucessor, Donald Trump, defenda os "valores" e as "normas internacionais" quando negociar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e não tente apenas fechar acordos que possam afetar terceiros países negativamente.

Obama fez estas declarações na entrevista coletiva que deu em Berlim junto com a chanceler alemã, Angela Merkel, na qual disse esperar que o próximo presidente dos Estados Unidos não se distancie totalmente da forma "construtiva" que seu governo se relacionou com a Rússia.

O atual presidente dos Estados Unidos também declarou que denunciou perante Putin com uma "mensagem clara" os ataques informáticos ao Partido Democrata, que considerou uma intromissão nas eleições de seu país, e defendeu uma regulação internacional para evitar que a internet se transforme em um "campo de batalha".

Obama destacou que a Rússia é um "país importante" e um "superpoder militar" com "influência na região" e em "todo o mundo", motivo pelo qual é necessário cooperar com Moscou para "solucionar muitos dos problemas" da atualidade.

Por isso, argumentou o presidente dos Estados Unidos, seu governo manteve uma perspectiva "construtiva" com Moscou e tentou encontrar "pontos de encontro".

No entanto, ressaltou OBama, Washington também tem "diferenças significativas" em assuntos como "democracia, liberdade de expressão, estado de direito", assim como o respeito a outros países em termos de soberania nacional e integridade territorial.

O presidente americano lembrou que Estados Unidos e Rússia tinham "diferenças muito significativas" em "questões como a Ucrânia e Síria".

Nesse sentido, Obama expressou sua "esperança" de que o governo de Trump adote uma "posição construtiva", mas que se oponha à Rússia quando Moscou se distanciar dos "valores e normas internacionais".

"Não espero que siga exatamente nossa fórmula, mas espero que também não adote uma aproximação próprio do pragmatismo", afirmou, para acrescentar que não seria conveniente alcançar acordos com a Rússia que criem "problemas no longo prazo" simplesmente porque parece "conveniente" naquele momento.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos