Turquia destitui 203 juízes e procuradores por supostos vínculos golpistas

Istambul, 17 nov (EFE).- O Conselho Superior de Juízes e Procuradores da Turquia (HSYK, sigla em turco) expulsou da carreira judicial 203 juízes e procuradores por supostos vínculos com uma organização considerada terrorista pelo governo do presidente Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quinta-feira o Diário Oficial do Estado turco.

A destituição definitiva dos juristas foi decretada em uma assembleia geral do HSYK no dia 15 de novembro, depois que o órgão suspeitou que os mesmos mantinham vínculos com a organização do clérigo exilado Fethullah Gülen, que o governo turco acusa de estar por trás da tentativa fracassada de golpe de Estado ocorrida em 15 de julho.

Entre os atingidos pela medida estão 20 juízes do Tribunal Supremo e cinco do Danistay, a máxima autoridade judicial administrativa do Estado turco, segundo a lista divulgada na publicação oficial.

Segundo o texto, os juristas destituídos teriam tentado influenciar as eleições do HSYK comunicando-se através de um programa de mensagem cifrada em telefones celulares chamado Bylock, que supostamente foi desenvolvido exclusivamente para a rede de correligionários de Gülen.

Desde a tentativa fracassada de golpe de Estado, o HSYK suspendeu mais de 3.400 juízes e procuradores, a maioria da justiça penal, e mais de 500 do Poder Judiciário administrativo, o que representa quase 30% de todos os juízes do país.

O expurgo também afetou dois juízes do Tribunal Constitucional da Turquia, que foram detidos por supostos vínculos com a organização de Gülen.

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