Familiares de vítimas do avião da Egyptair pedem entrega de corpos

Paris, 18 nov (EFE).- Familiares das vítimas do avião da Egyptair que caiu no dia 19 de maio exigiram nesta sexta-feira às autoridades egípcias revelar os resultados da investigação e entregar os corpos de seus entes queridos para poder enterrar na França.

Exibindo um cartaz na qual lembraram que "66 passageiros continuam desaparecidos há seis meses", mais de 20 parentes se manifestaram em frente à embaixada do Egito em Paris.

No avião do voo MS804, que desapareceu do radar após entrar no espaço aéreo egípcio pouco mais de um quilômetro e cair nas águas do Mediterrâneo, morreram essas 66 pessoas, 15 delas francesas.

"(Queremos) alguma coisa palpável porque se não, você não pode acreditar. Eu não sei onde estão", disse hoje à Agência Efe Julie Heslouin, cidadã francesa que perdeu seu pai e um de seus irmãos no acidente.

Para Samirea Ziaddah, egípcia cujo pai morreu no acidente, "é inadmissível ser tratados assim pelas autoridades francesas e egípcias", e afirmou que toda pessoa tem o direito de enterrar os corpos de seus familiares.

Apesar de 64 dos 66 mortos já terem sido identificados através de testes de DNA, o governo do Egito não anunciou ainda quando devolverá os corpos, algo que, segundo Heslouin, faz pensar que o país "quer esconder algo".

"Sabemos que os corpos estão dentro de uma câmara fria, portanto, poderíamos enterrá-los. Por que o silêncio? Não pedimos nada mais que nos devolvam eles", acrescentou Ziaddah.

No dia 8 de novembro, o presidente do Senado francês, Gérard Larcher, se reuniu no Cairo com o presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, para tentar agilizar o processo, mas até o momento não foi feito um anúncio oficial.

Alguns dos familiares que protestaram hoje mostraram, além disso, seu enfado com a diplomacia francesa e com a suposta falta de pressão sobre suas homólogas egípcias.

"A princípio a França foi dinâmica. Não podemos dizer que a busca não tenha sido eficaz, eles encontraram os corpos, eles encontraram o avião, mas agora, após quatro meses, não acontece mais nada, não temos notícias", afirmou Matthew Heslouin, irmão de Julie.

A manifestação aconteceu na véspera que se cumpram seis meses do acidente aéreo, no qual pereceram 56 passageiros e dez tripulantes. EFE

ldj/ma

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