Militares turcos a serviço da Otan pedem asilo em países onde estão alocados

Bruxelas, 18 nov (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o ex-premiê da Noruega Jens Stoltenberg, confirmou nesta sexta-feira que vários militares turcos que participam de missões da aliança pediram asilo nos países em que se encontram, após a fracassada tentativa de golpe de Estado na Turquia no mês de julho deste ano.

"Alguns oficiais turcos que trabalham na Otan pediram asilo nos países nos quais estão trabalhando e, como sempre, os Estados-membros no âmbito nacional avaliarão e tomarão uma decisão sobre cada solicitação", afirmou o político norueguês durante um ato organizado pelo centro de estudos americano German Marshall Fund.

Stoltenberg acrescentou que durante os últimos meses a Turquia realizou mudanças em seu pessoal na estrutura de comando da Otan e se disse esperançoso de que as autoridades turcas irão ocupar todos os postos que lhes correspondem na Otan.

No entanto, o secretário-geral ressaltou que a decisão final sobre quais serão os militares adequados para ocupar a estrutura de comando da Otan corresponde à Turquia.

Stoltenberg também se pronunciou sobre a tentava fracassada de golpe de Estado no país e afirmou que é importante que os responsáveis sejam julgados "de acordo com o Estado de Direito" e garantiu que os países da aliança estão trabalhando com o Conselho da Europa para assegurar essas garantias.

"A Otan se baseia em valores essenciais compartilhados como a democracia, o Estado de Direito e as liberdades individuais, por isso, espero que os aliados respeitem esses valores", acrescentou o ex-primeiro-ministro da Noruega.

Além disso, Stoltenberg reiterou que a Turquia é "um aliado-chave" na Otan por sua posição geográfica estratégica, próxima de Rússia, Geórgia, Síria e Iraque, dois países nos quais atua o Estado Islâmico (EI)

"A Turquia também é importante por seu papel na crise de imigrantes e refugiados, e acredito que é muito importante que o resto da Europa compreenda a relevância do país diante desta problemática", comentou Stoltenberg, que lembrou que o Estado turco acolhe em torno de 3 milhões de refugiados.

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