Polícia da Malásia faz operação em escritório de grupo opositor ao premiê

Bangcoc, 18 nov (EFE).- A Polícia da Malásia realizou nesta sexta-feira uma operação de busca e apreensão nos escritórios de um grupo de oposição ao primeiro-ministro do país, Najib Razak, na véspera de uma grande manifestação para pedir a renúncia do líder por suspeitas de corrupção.

A Coalizão por Eleições Livres e Justas (Bersih) denunciou em seu perfil no Twitter que os agentes confiscaram dez notebooks, extratos bancários e um grande número de materiais que estavam no escritório de Petaling Jaya, na região leste de Kuala Lumpur.

O grupo denuncia, além disso, que a polícia não permitiu que os advogados da coalizão entrassem no local, uma ação que foi denunciada por organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch.

Milhares de pessoas devem ir às ruas amanhã em Kuala Lumpur para exigir a renúncia de Razak, suspeito de estar envolvido em um caso de corrupção que desviou US$ 1 bilhão procedente do fundo de investimento público.

"O ocorrido não romperá nosso espírito. Quanto mais nos derrubarem, mais nos levantaremos. Nos vemos amanhã nas ruas", ressaltou a coalizão Bersih em seu perfil no Facebook.

Razak, que está em viagem ao Japão, alertou ontem que não cederá às pressões do grupo e que não irá tolerar que o protesto se transforme em um ato violento. O primeiro-ministro também falou sobre o fato de os chamados "camisas vermelhas", simpatizantes da Frente Nacional, o partido governista, tenham convocado seus seguidores para um evento na mesma hora e local que o Bersih.

"Se uns querem protestar, os que querem defender o governo se sentem motivados a sair (às ruas) também", disse Razak, que pediu todas as partes envolvidas a evitar distúrbios e respeitar a lei.

Bersih, que significa "limpo" em malaio, é uma coalizão de organizações que defende uma reforma da lei eleitoral para garantir que as eleições na Malásia sejam livres e justas. No sábado, o grupo fará seu quinto protesto desde sua criação, em 2010.

O primeiro-ministro foi reeleito nas eleições de 2013 graças a um controvertido sistema eleitoral que permitiu que sua aliança obtivesse 133 das 222 cadeiras do parlamento, apesar de ter obtido menos votos que os opositores.

Razak busca um novo mandato no pleito previsto para junho de 2018, apesar das denúncias de corrupção.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos