Preso desde 2014, deputado opositor Rosmit Mantilla é solto na Venezuela

Caracas, 17 nov (EFE).- As autoridades da Venezuela libertaram nesta quinta-feira o deputado da oposição Rosmit Mantilla, preso desde maio de 2014, e acusado pelo chavismo de participar de planos subversivos durante os protestos antigovernamentais da época, informou a oposição.

"Libertado o deputado Rosmit Mantilla, seguimos avançando", afirmou através do Twitter o prefeito de Sucre, Carlos Ocariz, representante da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) no processo de diálogo com o governo venezuelano.

Mantilla também escreveu uma mensagem no Twitter: "Informo ao país que há poucos minutos assinei minha libertação. Muito obrigado Venezuela pelo apoio".

Posteriormente, o canal internacional "NTN 24" publicou um vídeo com as primeiras declarações do deputado após assinar sua liberdade, uma peça que mostra o legislador dentro de um hospital onde foi internado há vários dias após apresentar alguns problemas de saúde.

"A primeira coisa que vem à minha mente é o compromisso da palavra, com os venezuelanos, com os presos políticos, com meus irmãos que estão fazendo fila, sem medicamentos", afirmou.

O opositor também disse que "após dois anos de sequestro e confinamento" estava se sentindo "mais fortalecido", por isso anunciou que estará na próxima terça-feira na Assembleia Nacional (AN, parlamento) para tomar posse.

Mantilla, membro do partido Vontade Popular (VP), do opositor preso Leopoldo López, foi submetido na última segunda-feira a uma cirúrgica de emergência para retirar cálculos na vesícula e no pâncreas e está em recuperação.

O deputado, o primeiro na Venezuela ter que assumido ser homossexual, era considerado pela MUD como um "preso político" emblemático e foi declarado preso de consciência em 2015 pela Anistia Internacional (AI) que pediu em várias ocasiões ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sua imediata saída da prisão.

Sua libertação é a primeira que acontece depois que o governo e a MUD assinassem os primeiros acordos da mesa de diálogo no último dia 12, que incluíam a saída da prisão de vários opositores.

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