Venezuela deixará de ser membro com voto no Mercosul, diz chanceler uruguaio

Montevidéu, 18 nov (EFE).- O Ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou nesta sexta-feira à imprensa que a "Venezuela vai deixar de ser membro com direito a voto, pois não internalizou todas as regras do Mercosul", algo que havia sido acordado entre os membros fundadores do bloco sul-americano.

No último dia 13 de setembro, os quatro fundadores do Mercosul (Argentina, Paraguai, Brasil e Uruguai) concordaram que a Venezuela, aceito como membro de pleno direito em 2012, não poderia assumir a presidência, pois ainda não ratificou todos os acordos do bloco.

Através de uma declaração conjunta, o bloco latino-americano, em seguida, pediu para Venezuela incorporar "cerca de 300 normas" para cumprir integralmente com suas obrigações como membro pleno.

Argentina, Brasil e Paraguai, com a abstenção do Uruguai - que desse modo permitiu o consenso -, decidiram que se até o próximo dia 1º de dezembro a Venezuela não regularizar sua situação com o Mercosul, será suspensa por tempo indeterminado do bloco.

No entanto, "para outros países agora mudou essa situação e não querem mais a participação da Venezuela", afirmou Nin Novoa.

"A partir deste ponto de vista, nós (Uruguai) estamos contra isso, porque já que não há regras para isso", disse o chanceler.

O Mercosul vive uma crise pela transferência da presidência pro tempore, ocupada até o final de julho pelo Uruguai, que anunciou ao restante dos membros que finalizava seu mandato.

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