Agentes fazem operação em escritórios de religioso ligado à ataque em Daca

Nova Délhi, 19 nov (EFE).- A Agência Nacional de Investigação da Índia (NIA) realizou neste sábado na cidade de Mumbai uma operação de busca e apreensão nos escritórios da Fundação de Pesquisas Islâmicas (IRF), ligada ao religioso indiano Zakir Naik, acusado de ter inspirado o ataque a um restaurante de Daca, em Bangladesh.

Mais de dez salas foram vistoriadas pelos agentes da NIA ao longo da manhã, segundo a emissora indiana "NDTV", que mostrou imagens da operação sem fornecer mais detalhes sobre a ação. Ontem, Naik tinha sido denunciado por "promover a inimizade" entre religiões.

"Foi apresentada uma denúncia, e os agentes da NIA estão vistoriando dez escritórios da IRF em Mumbai em colaboração com a polícia", afirmou um porta-voz da NIA ao jornal "India Express".

A operação e a apresentação da denúncia marcam uma semana fatídica para Naik e sua fundação na Índia. Na última terça-feira, o governo local já tinha punido a entidade ao tornar sua atuação ilegal, com efeito imediato, por um prazo de cinco anos.

Em comunicado, o governo da Índia justificou a decisão ao afirmar que Naik promovia, através de seus discursos na televisão, a "inimizade, o ódio entre grupos religiosos, e inspira os jovens muçulmanos, tanto no país como no exterior, a cometer atentados".

"As declarações de Naik são inaceitáveis e subversivas por natureza. Ele elogiou o conhecido terrorista Osama bin Laden e prega que todo muçulmano deve ser terrorista", ressaltou a nota.

As acusações contra o religioso, que tem programas e um canal de TV na Índia, se intensificaram desde julho, quando a imprensa de Bangladesh revelou que um dos sete terroristas que atacaram um restaurante na região diplomática de Daca, supostamente membros do grupo jihadista Estado Islâmico, era seguidor da IRF.

Como consequência, dez dias depois do atentado, o governo de Bangladesh proibiu a exibição do canal "Peace TV", de propriedade do religioso. A emissora já estava proibida na Índia.

No ataque, que começou na noite de 1º de julho e só foi concluído após 12 horas, morreram nove reféns italianos, sete japoneses, dois bengaleses, um americano e uma indiana, além de dois policiais e seis dos sete terroristas.

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