Conservadores pedem que May retire recurso na Suprema Corte sobre o "Brexit"

Londres, 19 nov (EFE).- Vários políticos conservadores pediram neste sábado que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, retire o recurso apresentado à Suprema Corte contra a decisão judicial que determina que o "Brexit", a saída do país da União Europeia (UE)", deve ser submetida à aprovação parlamentar.

Oliver Letwin, encarregado pelo governo para os preparativos do "Brexit", Dominic Grieve, ex-procurador-geral do Reino Unido, e Edward Garnier, ex-advogado-geral do governo, são alguns dos representantes do partido de May que fizeram a solicitação.

O grupo de conservadores, que apoiou a campanha a favor da permanência da UE antes do referendo que determinou o "Brexit", se mostrou contrário ao recurso. Em vez disso, eles defendem iniciar o processo de saída o mais rápido possível no próprio parlamento.

A Suprema Corte determinou que May precisa da aprovação parlamentar para ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que inicia formalmente o processo de negociação para o país deixar a UE.

Os "tories" que defendem uma visão diferente da primeira-ministra para solucionar o impasse ainda ganharam o apoio de última hora do também conservador Owen Paterson que, ao contrário dos outros membros do grupo, apoiou o "Brexit" na campanha do referendo.

"Evita-se uma disputa legal desnecessária, uma enorme despesa e não damos a oportunidade de pessoas mal-intencionadas poderem atacar o Poder Judiciário, interpretando equivocadamente os motivos de ambos os lados perante a lei", disse Garnier à "BBC Radio 4".

A mudança de postura de parte dos conservadores foi adotada depois de os governos da Escócia e do País de Gales terem recebido autorização da Suprema Corte para fazer alegações durante o julgamento do recurso apresentado pelo Reino Unido.

No caso da Escócia, o tribunal quer ouvir os argumentos sobre o assunto a partir da perspectiva da legislação escocesa, que difere em alguns aspectos da aplicada no restante do território britânico.

Também foi autorizado a defender sua posição o Sindicato Independente de Trabalhadores, que representa pessoas que recebem os menores salários no Reino Unido.

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