Marroquinos suspeitos de envolvimento com o EI são presos na Espanha

Madri, 19 nov (EFE).- A polícia da Espanha prendeu dois cidadãos marroquinos acusados de serem membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), dispostos a promover ataques no país e muito ativos na internet, onde tentavam recrutar novos integrantes.

As prisões ocorreram durante a madrugada deste sábado em Madri e em Roda de Ter, uma cidade próxima à Barcelona, de acordo com informações do Ministério do Interior da Espanha.

Segundo a investigação, que segue em andamento, os dois marroquinos estavam plenamente integrados à rede do EI após terem adesão voluntária divulgada nas redes sociais. Eles seguiam pontualmente as instruções do grupo e cumpriram à risca os manuais de atuação elaborados pela organização terrorista.

Ambos usavam a internet e as redes sociais para radicalizar, captar e recrutar novos adeptos para a causa do EI, disseram fontes consultadas pela Agência Efe. Além disso, divulgavam conteúdos radicais e propagandísticos, que incluíam imagens de "extrema crueldade, atos violentos e com objetivo de propagar terror nas sociedades ocidentais".

"As características de ambos os detidos eram o individualismo e a descentralização, tanto que os dois sozinhos formavam células terroristas independentes, mas coordenadas e conscientes de seus alvos. As células eram potencialmente perigosas, controladas pelo Daesh (acrônimo de EI em árabe) e em estado pré-ativação para possível realização de atentados terroristas na Espanha", disse o Ministério do Interior em comunicado.

Os dois presos já tinham tornado público seus juramentos de lealdade à organização terrorista e estavam em "total estado de isolamento", limitando contatos com o mundo exterior e explorando o âmbito virtual através de perfis jihadistas radicais.

Segundo o Ministério do Interior, o nível de radicalização dos dois marroquinos tinha chegado ao nível de eles terem se oferecido ao EI como "mártires" para atuar em qualquer momento.

Desde 2015, quando a Espanha elevou o nível de alerta antiterrorismo, foram presos 163 suspeitos de envolvimento com grupos jihadistas.

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