Novos bombardeios deixam apenas 1 hospital em operação no leste de Aleppo

Beirute, 19 nov (EFE).- Apenas um hospital está em operação no leste da cidade de Aleppo, no norte da Síria, após o fechamento de quatro unidades de saúde nas últimas 24 horas devido depois de terem sido atingidos por bombardeios e disparos de artilharia.

O diretor do Hospital Cirúrgico Al Bayan, Mahmoud Rahim Abu Bark, disse à Agência Efe que apenas o hospital de Al Quds está aberto. Porém, ele informou que a região também está sendo bombardeada.

Bark disse que quatro hospitais da parte leste de Aleppo, controlada pela oposição e cercada pelo governo, ficaram fora de serviço após terem sido destruídos por novos ataques.

Um deles era o Hospital Al Bayan, que, segundo o médico, não descarta retomar as atividades no futuro em nova localização.

Além disso, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou em comunicado que os quatro hospitais foram atingidos diretamente pelos projéteis. Entre as unidades está o Hospital Infantil, único centro pediátrico desta parte da cidade.

"Tem sido um dia negro para o leste de Aleppo. A seriedade do bombardeio infligiu um dano enorme aos poucos hospitais que operam ininterruptamente para fornecer assistência médica", disse a coordenadora de Emergência da MSF, Teresa Sancristóval.

A diretora da ONG indicou que os ataques destruíram prédios inteiros, geradores elétricos e salas de urgência, o que forçou a interrupção de todas as atividades.

Já o subdiretor da missão da MSF para a Síria, Luis Montial, lembrou que o Hospital Infantil foi atacado em duas ocasiões.

Em comunicado divulgado no Facebook, a Associação de Médicos Independentes (IDA, na sigla em inglês), que apoia o centro pediátrico, afirmou que o hospital teve que fechar as portas.

"O Hospital Infantil foi atacado duas vezes nas últimas 48 horas. Estava atendendo às crianças do leste de Aleppo desde 2013", disse a organização na nota.

Por sua vez, a Direção-Geral de Saúde em Aleppo Livre, um órgão de oposição ao regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, tinha informado ontem que os hospitais estavam fora de serviço pelo "bombardeio sistemático e contínuo" que começou na quinta-feira.

A nota não explica se os hospitais fecharam as portas de forma definitiva pela destruição ou se só suspenderam as atividades.

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