Obama e Xi desejam que EUA e China mantenham relação e diminuam diferenças

Lima, 19 nov (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, desejaram neste sábado em Lima que seus países possam estreitar sua relação bilateral nos próximos anos com uma aproximação em temas nos quais ainda têm diferenças, como negócios, inovação e direitos humanos.

Obama e Xi se reuniram em Lima pela última vez como presidentes das duas maiores economias do mundo, no marco da Cúpula de Líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que termina neste domingo.

Sem mencionar diretamente o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, Xi disse que a relação bilateral está em um "momento de virada" e que espera que haja uma "transição" sem complicações.

"A relação entre os dois países é a mais consequente no mundo. Continua achando que uma relação construtiva entre Estados Unidos e China não só beneficia nossos povos, mas também o mundo inteiro", enfatizou, por sua vez, Obama.

O presidente americano lembrou que foi seu nono encontro com seu colega chinês, ao qual foi com a expectativa de manter uma conversa sincera sobre assuntos nos quais ainda mantêm diferenças.

Obama destacou que EUA e China assentaram nos últimos anos uma associação efetiva para enfrentar desafios globais como crescimento, prevenir que o Irã desenvolva armamento nuclear, epidemia do ebola e luta contra a mudança climática.

"Demonstramos o que é possível quando nossos países trabalham juntos. Em particular, Estados Unidos e China tiveram um papel principal em pressionar o mundo para enfrentar a mudança climática", detalhou Obama.

O presidente americano afirmou que ambos os países enfrentam agora a tarefa de assegurar que suas economias tenham uma transição rumo a um modelo mais sustentável, em concordância com os compromissos adquiridos no Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.

Obama também ressaltou que EUA e China estão unidos em sua "forte oposição às provocações da Coreia do Norte", e anunciou que intensificarão seus esforços para reduzir o risco nuclear na península de Coreia e as tensões no mar do sul da China.

Xi avaliou que a relação da China com os Estados Unidos durante o mandato de Obama se caracterizou por uma comunicação próxima e um contínuo crescimento, especialmente em temas como a mudança climática e a península coreana.

Tanto Obama como Xi se reúnem este fim de semana com os líderes das outras dezenove economias que integram o Apec, um bloco que representa 54% do produto interno bruto (PIB) global e 50,3% das exportações mundiais, e contam com um mercado de mais de 2,8 bilhões de pessoas.

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