Paquistão acusa Índia de matar 4 crianças na fronteira da Caxemira

Islamabad, 19 nov (EFE).- O Exército do Paquistão acusou a Índia de matar neste sábado quatro crianças na fronteira entre os dois países na Caxemira, em meio a uma crescente crise e contínuas violações de ambas as partes ao cessar-fogo estipulado em 2003.

O Escritório de Informação do Exército do Paquistão (ISPR) afirmou, em comunicado, que três meninas e um adolescente, todos da mesma família, morreram por disparos indianos "iniciados sem aviso prévio" na população de Singhala, na região de Khuiratta.

As três meninas mortas têm 4, 7 e 8 anos. Já o adolescente tem 16 anos, de acordo com a nota do ISRP. As tropas paquistanesas responderam aos disparos e o "tiroteio continua", disse o Exército do Paquistão, sem fornecer mais detalhes.

As trocas de tiros na fronteira provisória entre Índia e Paquistão na Caxemira, determinada em acordo na década de 1970, são relativamente comuns. Mas, nos últimos meses, se intensificaram, causando várias vítimas civis e militares.

Nos últimos dados oficiais divulgados recentemente, Nova Délhi e Islamabad se acusaram de ter realizado neste ano 369 e 178 violações na fronteira, respectivamente, e de terem causado a morte de mais de cem civis e soldados.

A tensão entre Índia e Paquistão está maior do que o habitual por causa de um ataque realizado por um grupo insurgente paquistanês que deixou 19 soldados mortos em território indiano, o que levou Nova Délhi a lançar um ataque contra terroristas na fronteira.

Além de responder militarmente com "ataques cirúrgicos", a Índia iniciou uma campanha diplomática contra o país vizinho com a intenção de isolá-lo internacionalmente.

Ambos os países disputam a região da Caxemira desde a divisão do subcontinente com a saída do Império Britânico, em 1947, e por ela travaram duas guerras e vários conflitos menores.

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