Peña Nieto afirma que México deve "privilegiar diálogo" com EUA

Lima, 19 nov (EFE).- O presidente do México, Enrique Peña Nieto, afirmou neste sábado em Lima, no Peru, que seu país está no momento de "privilegiar o diálogo" com os Estados Unidos, após a eleição de Donald Trump para a presidência do país.

"Diante dos posicionamentos do presidente eleito Trump, o certo é que estamos no momento de privilegiar o diálogo como um caminho para construir uma nova agenda na relação bilateral", enfatizou o governante durante sua participação em um painel de debate da Cúpula de Líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, sigla em inglês).

Peña Nieto acrescentou que entende "que o México está para iniciar, assim como o mundo inteiro, uma nova etapa na relação com os Estados Unidos" e disse que, em termos comerciais, quer "dar o justo valor para esta relação estratégica".

"O México, nos últimos anos, se manteve como um país aberto ao mundo, como um país que fez da abertura comercial uma rota para alavancar seu crescimento econômico e buscar o desenvolvimento", frisou o presidente do país latino-americano.

Peña Nieto afirmou que o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA, sigla em inglês) "foi sem dúvida um dos instrumentos mais importantes" deste objetivo.

Para o líder mexicano, a posição de seu país perante o acordo envolve mais que uma renegociação, e sim uma "modernização", para que sejam incorporados "elementos que, quando o pacto foi firmado, não eram considerados", entre os quais mencionou os temas ambientais e trabalhistas.

Peña Nieto alertou, no entanto, que "em diferentes partes do mundo" é evidente o avanço do "sentimento protecionista", e atribuiu isto ao fato de que "alguns supõem que os acordos de livre-comércio representaram um impacto negativo para o desenvolvimento das sociedades".

"Mas é justamente o contrário, eu acredito que o livre-comércio trouxe maior desenvolvimento, maior crescimento econômico e maior inclusão social para boa parte das economias mundiais", opinou Peña Nieto.

Peña Nieto pediu aos países que não se deixem "confundir por estes sentimentos protecionistas" e reiterou que acredita "que a abertura, a integração, a globalização significaram, no fim das contas, mais benefícios do que prejuízos".

"Devo reconhecer que a visão e o posicionamento do novo governo dos Estados Unidos será um fator muito importante sobre o que eventualmente vai predominar como visão em termos de abertura, de crescimento e desenvolvimento para nossas sociedades", comentou o líder mexicano.

Nesse sentido, Peña Nieto enfatizou que para o México "sem dúvida, a relação central, devido a sua condição geopolítica, é com os Estados Unidos".

"É evidente que é para lá (EUA) que estamos olhando, é pelo que estamos trabalhando, para conseguir uma integração muito mais consolidada com a América do Norte, dado o nível de comércio e integração que temos hoje", explicou Peña Nieto.

O governante mexicano garantiu que, nesta posição, "não se trata de reconhecer lideranças", mas reiterou que "a visão" de seu país "é claramente identificada com a integração na América do Norte".

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