Eleições no Haiti transcorrem normalmente

Porto Príncipe, 20 nov (EFE).- As eleições no Haiti estão transcorrendo normalmente neste domingo, várias horas depois da abertura das urnas, um pleito que ocorre depois da anulação do ocorrido em 2015 por suspeitas de irregularidades.

Na primeira avaliação sobre o processo, o Conselho Eleitoral Provisório (CEP), que organiza o pleito, disse através do Twitter que o processo está correndo "muito bem" e em "disciplina".

Estão convocados a votar pouco mais de 6 milhões de eleitores, que deverão escolher entre os 27 candidatos a comandar o país mais pobre do continente americano e liderado desde fevereiro por um governo provisório.

São mais uma vez candidatos Jovenel Moise, do Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), e Jude Celestin, da Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Hatiana (Lapeh), que obtiveram 32,81% e 25,27% dos votos, respectivamente, nas eleições canceladas de 2015.

Moise foi um dos primeiros a votar. O candidato do PTHK afirmou que tudo estava ocorrendo perfeitamente e pediu que os patriotas fossem às urnas para garantir um "melhor futuro".

Ele também pediu o voto do ex-presidente do país Michel Martelly, que deixou o cargo em fevereiro depois do término do seu mandato, passando o governo para o controle do então presidente do Senado do Haiti, Jocelerme Privert.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti espalhou 130 agentes pelo país para avaliar o processo eleitoral. Observadores da Comunidade do Caribe (Caricom) também acompanham o processo de votação.

As urnas serão fechadas às 16h locais (18h em Brasília). Se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos, será realizado um segundo turno no dia 29 de janeiro de 2017.

Os haitianos também escolherão hoje 16 senadores e 25 deputados para completar o parlamento. Os primeiros resultados das eleições de hoje, no entanto, só serão conhecidos daqui uma semana.

O pleito deveria ter sido realizado no dia 9 de outubro, mas foi adiado devido à passagem do furacão Matthew pelo Haiti. O fenômeno climático deixou 573 mortos e 175 mil desabrigados no país, provocando uma das piores crises humanitárias desde o terremoto de 2010.

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