Obama e Putin dialogam brevemente sobre Ucrânia e Síria em cúpula da Apec

Lima, 20 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o mandatário da Rússia, Vladimir Putin, mantiveram neste domingo uma conversa informal em Lima, no Peru, durante o início da cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, sigla em inglês), na qual falaram sobre Ucrânia e Síria, informou a Casa Branca.

A conversa durou apenas quatro minutos, de acordo com um funcionário do alto escalão da Casa Branca.

No diálogo, Obama pediu a Putin que "respeitasse" os compromissos assumidos pela Rússia dentro dos acordos de Minsk sobre a Ucrânia, detalhou o alto funcionário, que preferiu manter o anonimato.

Além disso, Obama reiterou a Putin o "compromisso" dos EUA e de seus parceiros "com a soberania da Ucrânia".

Por outro lado, o presidente americano enfatizou a "necessidade" de que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sigam buscando opções, junto com a comunidade internacional, "para reduzir a violência e aliviar o sofrimento do povo sírio".

O breve encontro entre Obama e Putin aconteceu no início da cúpula de líderes da Apec, e os dois líderes conversaram brevemente de pé, na sala do Centro de Convenções de Lima, onde acontece a reunião, e apertaram as mãos, segundo constatou o grupo de jornalistas que acompanha o presidente americano.

Na Alemanha, país que Obama visitou antes de chegar ao Peru para a cúpula do Apec, ele reconheceu que existem "diferenças muito significativas" entre EUA e Rússia em "questões como a Ucrânia e a Síria".

Por outro lado, o líder americano disse que espera que o presidente eleito Donald Trump não se distancie totalmente da forma "construtiva" de tratar com a Rússia que ele adotou durante seu mandato, mas que, ao mesmo tempo, defenda os "valores" e as "normas internacionais" quando negociar com Putin.

A relação entre Putin e Obama nunca foi fluente e piorou nos últimos anos, sobretudo devido à guerra na Síria e ao conflito na Ucrânia. Além disso, o clima entre os dois azedou mais recentemente pelas acusações americanas de que os russos teriam feito ataques cibernéticos para influenciar nas eleições presidenciais vencidas por Trump.

Em uma conversa telefônica que mantiveram na última segunda-feira passada, Trump disse a Putin que "deseja ter uma relação forte e duradoura com a Rússia e o povo russo".

Segundo o Kremlin, Putin e Trump estiveram de acordo que a situação atual das relações bilaterais é "insatisfatória" e afirmaram que vão trabalhar conjuntamente para normalizá-las.

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