Putin diz que trabalhar com Obama foi difícil, mas sempre houve respeito

Lima, 20 nov (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo que dialogar e trabalhar com seu colega dos Estados Unidos, Barack Obama, que deixará o cargo em janeiro próximo, foi difícil, mas destacou que sempre houve respeito mútuo.

"Observamos que, apesar de o diálogo entre nós ter transcorrido de maneira difícil, se pode dizer que foi difícil trabalhar um com o outro, o presidente Obama e eu assinalamos que sempre nos respeitamos mutuamente, assim como nossas posturas", declarou o presidente russo, segundo o canal de televisão russo "RT".

Putin e Obama se encontraram em Lima na reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec), que hoje aprovou uma declaração a favor do livre-comércio e contra o protecionismo.

Em declarações a jornalistas russos, Putin enfatizou que agradeceu a Obama pelo "trabalho conjunto" e que lhe expressou que, em qualquer momento, "se o considerar possível e se houver necessidade e desejo" ficaria encantado de vê-lo na Rússia.

Além disso, Putin ratificou que na conversa por telefone que teve esta semana com o presidente americano eleito, Donald Trump, ambos confirmaram "suas intenções de normalizar" as relações bilaterais.

Obama e Putin tiveram neste domingo uma conversa informal em Lima no início da cúpula de líderes do Apec na qual dialogaram sobre Ucrânia e Síria, segundo informou a Casa Branca.

Nela, Obama pediu a Putin para "respeitar" os compromissos assumidos pela Rússia dentro dos acordos de Minsk sobre a Ucrânia, de acordo com um funcionário americano de alta escalão.

Por outro lado, Obama enfatizou a "necessidade" de que o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, continuem buscando opções, junto com a comunidade internacional, "para diminuir a violência e aliviar o sofrimento do povo sírio".

A relação entre Putin e Obama nunca foi fluente e piorou nos últimos anos, sobretudo por causa da guerra na Síria e do conflito da Ucrânia e, mais recentemente, pela acusação americana a Moscou de ter lançado ataques cibernéticos para influir nas eleições presidenciais vencidas por Trump.

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