Quase 300 supostos terroristas serão julgados por tribunal militar no Egito

Cairo, 20 nov (EFE).- As autoridades do Egito remeteram neste domingo a um tribunal militar 292 supostos terroristas que são acusados de pertencerem ao braço local do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e de terem planejado assassinar o presidente do país, informou a agência oficial de notícias, "Mena".

Os suspeitos integravam 22 células terroristas da organização Wilayat Sina (Província do Sinai), que opera principalmente na Península do Sinai, no nordeste do Egito.

Dos 292 acusados, 151 se encontram em prisão preventiva, sete estão livres de maneira provisória e outros 158 foram interrogados pela Procuradoria Suprema de Segurança do Estado ao longo de um ano e meio.

Segundo a "Mena", as autoridades obtiveram confissões de pelo menos 66 dos acusados sobre 18 atos terroristas, entre eles duas tentativas de assassinato do presidente Abdul Fatah al Sisi, uma no Egito e outra em Meca, na Arábia Saudita.

Além disso, os suspeitos foram investigados pela suposta tentativa de assassinato do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Nayef e também são acusados de estarem por trás do atentado de 24 de novembro de 2015 contra um hotel na cidade de Al Arish, capital da província do Norte do Sinai, no qual estavam hospedados juízes que supervisionavam as eleições gerais egípcias e no qual morreram dois deles e dois policiais.

Além disso, os supostos terroristas são apontados como responsáveis pelo atentado suicida ocorrido em fevereiro de 2014 contra um ônibus de turistas na cidade de Taba, no sul do Sinai, que deixou pelo menos quatro mortos e 15 feridos.

Em setembro, um tribunal penal civil condenou 37 pessoas à prisão perpétua e a outras três a três anos de reclusão por seus supostos vínculos com o EI no Egito.

Em maio de 2015, seis pessoas foram executadas na forca depois que foram consideradas culpadas de realizar ataques contra soldados e policiais egípcios, e de pertencerem ao grupo Wilayat Sina.

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