Sarkozy reconhece derrota em primárias da centro-direita na França

Paris, 20 nov (EFE).- O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, admitiu neste domingo sua derrota e reconheceu que os ex-primeiros-ministros François Fillon e Alain Juppé disputarão o segundo turno que definirá o candidato da coalizão de centro-direita à presidência do país.

Sarkozy, no entanto, manifestou que apoiará no segundo turno Fillon, cujos ideais políticos são "mais próximos" dos seus.

"Meu dever me obriga a dizer com lealdade que, apesar de minhas desavenças com ele, Fillon compreendeu melhor os desafios que a França enfrenta. Por isso, votarei nele no segundo turno", afirmou o ex-presidente.

Sem dizê-lo às claras, Sarkozy deu a entender que esta derrota põe fim a sua longa carreira política, de mais de quatro décadas.

"Quero agradecer minha mulher e meus filhos. Sinto muito por tê-los imposto muitas penalidades. Não é fácil viver ao lado de um homem que desperta tantas paixões como eu. Chegou a hora de contribuir com mais paixão privada e menos pública. Boa sorte à França", afirmou o ex-presidente.

Sarkozy obteve, segundo os resultados parciais, cerca de 20% dos votos, a metade de Fillon e 200 mil a menos que Juppé, o que o elimina da corrida pela presidência.

Sarkozy lembrou que trabalhou com os dois vencedores das primárias e disse que "ambos honram a direita francesa". Além disso, o ex-presidente se comprometeu a apoiar quem vencer o segundo turno, seja quem for.

Sarkozy também aproveitou para fazer um pedido a seus eleitores, para que não votem nos partidos extremos, em uma clara referência à extrema-direita do partido Frente Nacional, que é liderado por Marine Le Pen.

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