Abu Sayyaf pede US$ 10 milhões por resgate de cidadão alemão sequestrado

Manila, 21 nov (EFE).- O grupo islamita filipino Abu Sayyaf exigiu 500 milhões de pesos (cerca de US$ 10 milhões) pela libertação do cidadão alemão Jürgen Kantner, sequestrado há duas semanas em águas do estado de Sabah, no nordeste da Malásia, informaram nesta segunda-feira veículos de imprensa locais.

Um dos líderes da formação jihadista, Alhabsi Misaya, pediu esta soma de dinheiro através de uma mensagem de texto, aponta o jornal filipino "The Star", embora o terrorista não tenha especificado uma data limite para a entrega do resgate.

As Forças Armadas das Filipinas asseguraram não ter recebido informação sobre o pedido desta soma de dinheiro, embora tenha qualificado de "impossível".

"A quantidade de dinheiro pedida é impossível e incrivelmente alta", afirmou Filemón Tan, porta-voz do Comando de Mindanao Ocidental das Forças Armadas das Filipinas, região na qual principalmente opera Abu Sayyaf.

Tan confirmou, no entanto, que o Exército recebeu confirmação de que Kantner está sob a custódia de Abu Sayyaf na província de Sulu, no extremo sudoeste das Filipinas.

Kantner, de 70 anos, foi sequestrado em águas malaias de Tanjung Luuk Pisuk enquanto navegava em um iate, que foi localizado em 7 de novembro na ilha filipina de Laparan, em Sulu.

Dentro da embarcação foi encontrado o corpo de sua companheira, Sabina Wetch, que apresentava vários ferimentos de bala.

Abu Sayyaf intensificou sua atividade nos últimos meses, no qual sequestrou dezenas de pessoas nas águas do sudoeste das Filipinas e nordeste da Malásia, muitos deles tripulantes de embarcações que navegavam pela região.

O grupo recuperou notoriedade ao decapitar neste ano os reféns canadenses, John Ridsdel e Robert Hall, após não receber a quantia monetária que tinham solicitado no prazo imposto.

As autoridades apontam que os terroristas mantêm em seu poder também seis filipinos, seis vietnamitas, cinco malaios, quatro indonésios, um holandês e um sul-coreano.

Abu Sayyaf, criada em 1991 por veteranos da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, se declara seguidor do jihadista Estado Islâmico (EI) e tem suas fortificações nesta zona do sul das Filipinas, onde são atribuídos vários atentados e sequestros com os quais se financia.

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