Ataque a templo xiita em Cabul deixa ao menos 27 mortos e 35 feridos

Cabul, 21 nov (EFE).- Pelo menos 27 pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas depois que um suicida se explodiu nesta segunda-feira em um templo em Cabul, no Afeganistão, quando os fiéis participavam de uma cerimônia religiosa xiita, confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.

"No ataque de hoje, dentro de uma mesquita xiita, 27 civis morreram e 35 ficaram feridos", informou o porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid.

O ataque aconteceu por volta do meio-dia local (5h30 de Brasília), quando o suicida se explodiu em meio a dezenas de pessoas que participavam de uma cerimônia na mesquita xiita de Baqir-ul-Olom, situada em uma área da minoria xiita hazara em Cabul, explicou o Departamento de Emergências do Ministério do Interior afegão.

Mujahid indicou que as autoridades ainda estão recolhendo informações e que "o número (de vítimas) pode mudar nas próximas horas".

O porta-voz policial explicou que ontem aconteceu, em diferentes mesquitas e centros religiosos de todo o país, o Arbain, uma importante celebração na qual os xiitas lembram a morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé, entre estritas medidas de segurança.

"Infelizmente, algumas pessoas realizaram hoje outra cerimônia após o Arbain e um suicida entrou na mesquita de Baqir-ul-Olom e detonou seus explosivos quando dezenas de pessoas se encontravam na celebração", disse Mujahid.

O porta-voz do Ministério de Saúde Pública, Ismail Kawusi, relatou que os feridos estão sendo levados para diferentes hospitais da capital.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Os atentados de caráter sectário são frequentes no Afeganistão, onde a minoria xiita, especialmente os hazaras, são alvo habitual dos talibãs. No entanto, esses ataques vêm sendo reivindicados ultimamente pelo braço do Estado Islâmico no país asiático.

Em julho, um ataque suicida contra um grupo de hazaras em Cabul deixou mais de 80 mortos e de 300 feridos durante uma manifestação.

O Afeganistão vive uma escalada em seu conflito interno após a retirada, em 1º de janeiro de 2015, da missão militar da Otan no país, que foi substituída por outra de apoio e capacitação que conta com cerca de 13 mil efetivos.

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